<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644</id><updated>2012-02-16T07:21:46.003-02:00</updated><category term='McGyver'/><category term='Otávio Nuñez'/><category term='Vinhos'/><category term='ECA . USP'/><category term='Paul McCartney'/><category term='Fragile'/><category term='Symphony X'/><category term='Vandroya'/><category term='The Last Free Land'/><category term='Rush'/><category term='Cultura Pop'/><category term='SWF'/><category term='Yes'/><category term='Fly by Night'/><category term='Paradise Lost'/><category term='Ancesttral'/><category term='Criatividade'/><category term='Saramago'/><category term='Set the World on Fire'/><category term='Super Mario Bross'/><category term='Mario 25 anos'/><category term='Otávio Nunhez'/><category term='bateria'/><category term='WWF'/><category term='The Famous Unknown'/><category term='Publicidade e Propaganda'/><category term='távio Nuñez'/><category term='opinião pública'/><title type='text'>Set the World on Fire</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-1145312962992516401</id><published>2011-08-09T14:28:00.001-03:00</published><updated>2011-08-09T14:35:02.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paul McCartney'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='távio Nuñez'/><title type='text'>Paul McCartney . São Paulo . 22 de novembro de 2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dEdyFyZ6FdE/TkFvj9mnYTI/AAAAAAAAABU/Q27c2otLS8Q/s1600/paul-mccartney-faz-show-em-sao-paulo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 309px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-dEdyFyZ6FdE/TkFvj9mnYTI/AAAAAAAAABU/Q27c2otLS8Q/s400/paul-mccartney-faz-show-em-sao-paulo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638910872067203378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 2010, São Paulo foi agraciada com algumas das maiores turnês mundiais. Muitos artistas de peso mostraram o porquê de estarem no topo das paradas de sucesso. Mas se disser que o show de um vovô de 68 anos e seu baixo Hofner foi o espetáculo do ano, não ficarei muito preocupado com censuras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;	&lt;/span&gt;    Apesar de tentarmos seguir com nossas vidas normalmente na maior parte do tempo, acontecimentos como o show de um ex(e eterno)Beatle realmente podem nos dar forças para virar nossa rotina de cabeça para baixo ao menos por um dia. Fato. Teria eu hesitado por algum segundo quando soube da apresentação do nosso querido &lt;i&gt;sir&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;James Paul McCartney&lt;/b&gt;, aqui em São Paulo? &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Questionamentos retóricos à parte, a sensação de ver um cara com cujas músicas cresci por herança paterna foi indescritível. Shows como o do tio MacCa são daquele tipo em que você parece estar esperando desde muito antes de nascer, ainda que tenha passado pelo Brasil em 1990 e 1993, época em que, com orgulho, já conseguia não babar quando degustava balas Chita de abacaxi. Enfim, com ingresso em mãos, conquistados em uma suada odisséia internética, só faltava enfrentar um magnífico toró, uma enxurrada de carros e inundações de gente. Todos itens do aprazível pacote que acompanha mega-shows a céu aberto. Cortesias do gentilíssimo senhor Murphy, o teórico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Foi, inclusive, a primeira coisa que pensei ao sair do trabalho e pegar o primeiro dos dois ônibus que me levariam ao Estádio do Morumbi naquela segunda-feira.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Não que eu seja pessimista. Mas trabalhando a 2,5km de casa, sempre questiono minha sanidade ao tomar um caminho diferente quando meus expedientes são liquidados. Ainda mais com uma chuva daquelas, que inclusive cancelou a passagem de som que seria realizada à tarde. Um panorama: 216 km de congestionamento – o segundo maior do ano, litros de chuva torrencial, três horas de espera fora do estádio mais quatro horas lá dentro até o show começar, pouco depois das 21:30. Isso porque fui um completo retardatário ao chegar. A fila devia estar quilométrica desde o raiar do dia. Eu sei, eu sei. Queria mais o que com um show desses, certo? Vem com o pacote Murphy também, não tem jeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Vocês já devem estar achando que sou um velho ranzinza de 92 anos aprisionado no corpo de um rapaz de 23 anos e 16 meses. Quase isso, mas alto lá! Para começar, estamos falando do tio Paul, brilhante autor de canções para todas as idades, o que já sanaria o problema da minha bipolaridade etária. Além disso, o pacote Murphy é rapidamente neutralizado pelo pacote MacCa. Acompanham músicas memoráveis, uma banda sensacional, carisma, simpatia e presença de espírito de um respeitável senhor que, inclusive, já passou dos sixty four. Não tem como sair perdendo. E não há ranzinzisse que aguente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Ela, por sinal, já sumiu com a primeira música do show, a animada &lt;b&gt;Magical Mistery Tour&lt;/b&gt;, seguida por &lt;b&gt;Jet&lt;/b&gt;, do Wings. Por mais que o repertório de 3 horas tivesse músicas mais calmas como a simpática &lt;b&gt;Two of Us&lt;/b&gt; ou a belíssima &lt;b&gt;Blackbird&lt;/b&gt;, as duas músicas iniciais manteriam os fãs em polvorosa até o final da apresentação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O poder da música ao vivo é notável. Entre em qualquer lugar com uma banda decente para saber do que estou falando. É incrível como, num show, podemos ficar fascinados com músicas que ouvimos repetidamente por anos a fio como se as tivéssemos ouvindo pela primeira vez. Nosso caso é especial, é claro. Tanto que, nos raros momentos em que me permitia tirar os olhos do palco, via uma massa de meninos e meninas – sim, de todas as idades –, olhos brilhando, e um sorriso eterno enquanto durasse o êxtase McCartneyano. Não sei qual a melhor escala para medir seu tempo de duração – vidas seria exagero? Mas garanto que a pirotecnia de &lt;b&gt;Live and Let Die&lt;/b&gt; e o inevitável e mágico “Nanana na” de &lt;b&gt;Hey Jude&lt;/b&gt; vão manter os ânimos da criançada por alguns meses. Meninada que, por sinal, fez o fab de Liverpool se sentir em casa. Mas o barato da noite foi o fato do súdito da rainha fazer o mesmo com os cerca de 65000 brasileiros ali presentes. Atencioso com os fãs e muito bem humorado, usou e abusou do português, com direito a tiradinhas como “Tudo bem &lt;i&gt;in the rain&lt;/i&gt;?”, ou ainda a bonachona “Esta é uma musica para minha gatinha Linda”, ao homenagear sua falecida esposa e companheira de Wings com &lt;b&gt;My Love&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;           &lt;/span&gt;Entre um &lt;i&gt;revival &lt;/i&gt;de Beatles e boas canções de seu trabalho com o Wings ou como ele mesmo, MacCa tratou de proporcionar uma noite mágica ao público – a primeira música do set, sim, seria só o começo. Alternando-se entre baixo, guitarra, violão, piano e o havaiano ukulele, James, como imagino que era chamado pela mãe após uma traquinagem, é definitivamente um &lt;i&gt;show man&lt;/i&gt;. Não que estivesse sozinho na empreitada. O simpático &lt;b&gt;Abe Laboriel Jr&lt;/b&gt;, baterista, também esbanjou simpatia e presença de palco. &lt;b&gt;Paul Wickens&lt;/b&gt; (teclado), &lt;b&gt;Brian Ray&lt;/b&gt; (guitarra e baixo)e &lt;b&gt;Rusty Anderson&lt;/b&gt; (guitarra) tampouco ficaram comportados. Mas vale o destaque para o cara das baquetas. Isso é interessante quando falamos de um show de artista solo. Afinal, não vejo muito o espírito de banda em uma apresentação onde só um cara se diverte em cima do palco. E uma banda que se diverte, diverte o público. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Não há dúvidas sobre o que aconteceu naquela segunda feira à noite. Murphy vira MacCa, a chuva vira refresco, souvenir caro vira relíquia e o espetáculo vira a rotina de pernas pro ar. Já dizia no lucro, quase uma hora da manhã do dia 23, o ermitão que vive em mim: “Ainda bem que saí de casa hoje”. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;color:#333333;mso-ansi-language:EN-US"&gt;MAGICAL MYSTERY TOUR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; color:#333333;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;JET&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;ALL MY LOVING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;LETTING GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;GO TO GET YOU INTO MY LIFE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;HIGHWAY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;LET ME ROLL IT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;LONG AND WINDING ROAD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;1985&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;LET ME IN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;MY LOVE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;I’M LOOKING THROUGH YOU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;TWO OF US&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;BLACKBIRD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;HERE TODAY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;BLUEBIRD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;DANCE TONIGHT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;MRS VANDERBLIT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;ELEANOR RIGBY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;SOMETHING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;SING THE CHANGES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;BAND ON THE RUN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;OBLA DI OBLA DA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;BACK IN THE USSR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;I GOTTA FEELING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;PAPERBACK WRITTER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A DAY IN THE LIFE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;LET IT BE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;LIVE AND LET DIE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;HEY JUDE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;DAY TRIPPER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;LADY MADONNA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;GET BACK&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;YESTERDAY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;HELTER SKELTER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;SGT. PEPPER&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-1145312962992516401?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/1145312962992516401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=1145312962992516401&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/1145312962992516401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/1145312962992516401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2011/08/paul-mccartney-sao-paulo-22-de-novembro.html' title='Paul McCartney . São Paulo . 22 de novembro de 2010'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07991782237302394372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dEdyFyZ6FdE/TkFvj9mnYTI/AAAAAAAAABU/Q27c2otLS8Q/s72-c/paul-mccartney-faz-show-em-sao-paulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-5410409191357530297</id><published>2011-01-27T12:40:00.002-02:00</published><updated>2011-01-27T13:09:07.244-02:00</updated><title type='text'>Ensiferum . From Afar . 2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kURHKV5howA/TUGKZFr-twI/AAAAAAAAABE/3ksHrXYpXSE/s1600/2009-from-afar1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 353px; height: 342px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kURHKV5howA/TUGKZFr-twI/AAAAAAAAABE/3ksHrXYpXSE/s400/2009-from-afar1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566882778034648834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Vacilei por horas, ponderando impacientemente sobre como começar essa resenha. Não teve jeito. Vou condenar seu início ao limbo pseudofilosófico do senso comum. Mas fica o lembrete. Ao menos já estou consciente e devidamente confesso do ato. Assim evito aquele tom de confiança infantil daqueles que acham que estão falando alguma novidade. Mas, no fundo, quem se importa? Enfim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Comecemos dizendo que o gostar de música e seu maravilhoso poder de mudar o humor de uma pessoa – ainda que, ok, possa variar do útil ao desastroso – são idéias, digamos, tão arraigadas que é difícil achar gente que não goste de música e que não tenha seu humor influenciado por ela. Fácil. Já vi muitas sessões de alongamento final de grupos de corrida sob a acalentada trilha sonora de Enya. Por outro lado vejo muita gente colocando música eletrônica, ou mesmo o sagrado &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;heavy&lt;/i&gt; para manter o cérebro irrigado e o sono distante quando ao volante. Arrisco dizer que tais ideias são tão senso comum, que intolerâncias contra quem pensa o contrário talvez nem sejam consideradas como tal: afinal, se – quase – todo mundo pensa assim, quem seria a vítima de intolerância? “Ok”, pensará você, “... e qual a relevância disso que acabei de ler?”. Já chego lá...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Meus caros pacientíssimos, se tive uma ótima primeira impressão do álbum &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;From Afar&lt;/b&gt; ( &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;FA&lt;/b&gt;, 2009) dos finlandeses do&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt; Ensiferum&lt;/b&gt;, foi exatamente por causa do poder musical da mudança de humor. E digo mais: como orgulhoso fã de metal, diria que o caso foi excelentemente pitoresco... E aqui, já entramos no polemico campo do “eu acho”. Aliás, entrou faz um tempinho. Se eu tentasse ser imparcial, essa resenha poderia até ser útil, mas não teria lá muita graça. Farei o possível. Storytelling time! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Em fins do primeiro semestre de 2009 estava eu estressado como todo universitário. Noites desconfortavelmente mal dormidas, raves acadêmicas sob as luzes frias de arquivos do Word, e uma ansiedade daquele tipo que tentamos em vão disfarçar alegando exercícios mentais de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;air drum&lt;/i&gt;. Enfim, estava num daqueles dias em que ofereceria de bom grado meu polegar opositor por um assento livre no ônibus, minha segunda cama. Ao menos o clima ajudava. O céu cinzento me convenceu a variar um pouco a rotina e descer alguns pontos antes da minha faculdade, a fim de fazer uma caminhada. Peregrinações ouvindo um bom &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;heavy&lt;/i&gt; sempre me fizeram bem. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Seriam 20 minutos de investimento na faxina mental, no bucólico campus da universidade. Entre os álbuns armazenados em meu bom e velho mp3 player – da época em que ainda não sabíamos o que fazer com 1Gb de espaço – escolhi os vikings já devidamente nomeados, a novidades da &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;playlist&lt;/i&gt; &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;. Bastou o play. Soco no pâncreas, arrepios correndo a espinha. Pupilas dilatam e o ouvido sangra. Sorriso discreto. Urros e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;headbang &lt;/i&gt;mental para manter o decoro. Sim! Ótima escolha para começar o dia...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Incrível. Passada à frente da intro &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;By The Dividing Stream&lt;/b&gt;,relax, sedativa, quase mântrica, a música título do álbum me deu um daqueles momentos de forte euforia musical. Algo como um show ao vivo e um estádio lotado de bárbaros gauleses embriagados e prontos para o combate. “Que viagem insensata acabo de ler”, pensaria o leitor. Totalmente de acordo. Sensacional, contudo. Seus quase cinco minutos de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Power Metal&lt;/i&gt; – ou como quiserem rotular– são de velocidade eufórica e extasiante. Interessante: ainda que &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Petri Lindroos&lt;/b&gt; – voz e guitarra – descreva um fim do mundo “&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ragnar%C3%B6k"&gt;ragnaröckiano&lt;/a&gt;” com seu furioso gutural, instrumental, e os elementos vocais limpos de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Markus Toivonen&lt;/b&gt; &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;(guitarra e voz) e &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Sami Hinkka&lt;/b&gt; &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;(baixo e voz) me levaram para uma frente de batalha onde uma horda ébria avança para o primeiro impacto gritando “Death!” – no melhor estilo Cavaleiros de Rohan – ainda que certos de uma vitória sem baixas. Com peso e velocidade sustentada por &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Janne Parviainen&lt;/b&gt; – bateria –, pertinentes partes melódicas e harmônicas de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Emmi Silvennoinen&lt;/b&gt; (teclados) e equilíbrio entre agressividade e algumas tomadas de fôlego, não consigo me lembrar de muitas músicas que me foram tão impactantes. Ok, ok, é um subjetivismo bem digno de quem estava com a síndrome de fim de semestre. Mas o efeito foi inegável. Excelente música. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Em seguida, &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Twilight Tavern&lt;/b&gt; segura sugestivamente as pontas do clima guerreiro e ébrio, narrando o que me pareceu a entrada de combatentes em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Valhala&lt;/i&gt;... De fato, o refrão cantado em várias vozes com certeza entraria na &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;playlist&lt;/i&gt; de cânticos coletivos de taverna. Já a longa &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Heathen Throne&lt;/b&gt; impõe um ritmo mais cadenciado e sua evolução nos leva da euforia ao lamento, ainda que, com seus mais de 11 minutos, não deixe de apresentar alguns momentos de agressividade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Após uma retomada de velocidade com &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Elusive Reaches&lt;/b&gt;, a mais épica e melódica &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Stone Cold Metal&lt;/b&gt; mostra-se como um destaque e, por que não, interessante contraste de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;FA&lt;/b&gt;. Explico: entre a cadência épica do cavalgar nórdico melodioso que inicia e finaliza a música, temos um momento que resumiria, basicamente em duas palavras: Clint Eastwood. Imaginem a cena partir dos 3:06 minutos de música: vikings cavalgando em glória de repente sentem uma brisa quente vinda do oeste. Estranham, mais a frente, uma corrida acirrada entre duas bolas de feno. Cactos brotam na neve. Pianinho de Saloon ao fundo. Um tipo esguio aparece em sua frente – que chapéu estranho é esse? –, desmonta do cavalo e os encara no melhor estilo “essa geleira é pequena demais para nós dois”. WTF?!?! Incrédulos os nórdicos descem do cavalo e desembainham suas espadas. Tensão. De súbito, Clint – se me permitem chamá-lo assim – saca a arma: “Dancem malditas loiras chifrudas, dancem!”e... Solo de banjo. Sério. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O bumbo duplo não enganou ninguém. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O tresloucado desvio do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;continum espaço-tempo&lt;/i&gt; – sem bem me lembro do termo do Dr. Emmet Brown em De Volta para o Futuro – só retorna á normalidade da era Viking nos 6:19 em um empolgante solo de guitarra. Apesar de deslocado, na humilde opinião desde perplexo redator, o momento &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;western&lt;/i&gt; de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Stone Cold Metal&lt;/b&gt; valeu pela capacidade dos finlandeses de: 1. Tirar um pouco os olhos da estrela do norte e voltarem-se a outra direção; 2. Mostrar novamente seu talento “epificante” de músicas... Faixa interessante. No mínimo exótica. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Maravilha. Voltemos então às terras do povo de língua tremada, “O”s cortados, vulcões de nomes impronunciáveis e músicas &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;folk &lt;/i&gt;que viciam. Assim, étnica, é a intro e contrapesos bem colocados da cadenciada &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Smoking Ruins&lt;/b&gt;, que também entraria fácil para a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;playlist&lt;/i&gt; de cânticos de bar. Mas claro – sempre me precipito –, haveríamos ainda que chegar à fase final do CD para termos uma boa noção do que seria um bom canto de taverna. A bela &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Tumman Virran Taa&lt;/b&gt;, entoada por várias vozes masculinas sem acompanhamento musical, introduz, em seus 52 segundos, a melódica, motivante e também cadenciada &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;The Longest Journey (Heathen Throne Part II)&lt;/b&gt;. Sua entrada, particularmente longa, em nada nos deixa ansiosos pelo que está por vir – no caso, isso é bom. Geralmente fico impaciente com intros muito longas. A expectativa geralmente me faz decepcionar-me com o restante da canção. Não é o caso de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;TLJ&lt;/b&gt;. Em seus primeiros minutos, senti o retornar triunfante e exausto de guerreiros para casa. Ah! A sensação de dever cumprido! Breja na neve e javalis na brasa! Uma das coisas que mais me encantam em músicas &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;folk&lt;/i&gt; é como elas conseguem nos prender em harmonias e melodias extremamente simples, mântricas, transcendentais e repetitivas. Aí está o barato. Não tem como enjoar. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;TLJ&lt;/b&gt; faz ótimo uso delas. E a prova disso é que, em uma análise mais acurada, poderíamos colocar que a música final de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;FA&lt;/b&gt; não tem muito a dizer para justificar seus quase 13 minutos. Contudo, sua harmonia e instrumental, bem equilibrados com uma atmosfera mais etérea, e momentos daquela agressividade que tanto gostamos em um bom &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;heavy&lt;/i&gt;, fazem da canção pertinente, digamos. Fecha &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;From Afar&lt;/b&gt; como deve: o sentimento de dever cumprido e algum estado de embriaguez nostálgica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Calibri"&gt;Apesar das animadas palavras que descrevem os destaques de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;FA&lt;/b&gt;, devo dizer que o trabalho é meramente bom. Digo meramente devido a, talvez, alguma empolgação exacerbada deste redator que, à época da primeira audição do álbum, estava com “semestrite”. Mas não se deixe enganar. Não acho que precisemos mais que bons CDs, fiéis ao espírito &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;headbanger&lt;/i&gt;, para manter a chama acesa e algumas glândulas convenientemente destruídas. É o caso deste trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: Calibri"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: Calibri"&gt;&lt;a href="http://www.ensiferum.com/"&gt;www.ensiferum.com&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-5410409191357530297?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/5410409191357530297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=5410409191357530297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/5410409191357530297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/5410409191357530297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2011/01/ensiferum-from-afar-2009.html' title='Ensiferum . From Afar . 2009'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07991782237302394372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kURHKV5howA/TUGKZFr-twI/AAAAAAAAABE/3ksHrXYpXSE/s72-c/2009-from-afar1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-8425603755971811439</id><published>2010-11-02T12:16:00.008-02:00</published><updated>2010-11-02T14:16:38.200-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicidade e Propaganda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nunhez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ECA . USP'/><title type='text'>A Ferrari de Zeus: a publicidade como mitologia do cotidiano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kURHKV5howA/TNA5VeU45_I/AAAAAAAAAAU/vEP8jrAo7Vc/s1600/2007-ferrari-dino-concept-design-by-ugur-sahin-front-and-side-1024x768+copy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 252px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kURHKV5howA/TNA5VeU45_I/AAAAAAAAAAU/vEP8jrAo7Vc/s400/2007-ferrari-dino-concept-design-by-ugur-sahin-front-and-side-1024x768+copy.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534986983119054834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Introdução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Os homens, desde que se entendem como tais, procuram atribuir sentido à própria vida, tecendo narrativas que “harmonizam sua existência com a realidade” (Campbell, 1991, p. 16). Nos primevos tempos do &lt;i&gt;homo sapiens&lt;/i&gt;, os deuses falavam através de raios, ventos e trovões, e eram compreendidos e simbolizados pelas tribos de seres pensantes em contato com a natureza hostil. Atualmente, a chamada pós-modernidade fala através da publicidade - dentre outras formas de discurso midiático – e é compreendida e simbolizada pelas tribos de seres consumistas em contato com uma natureza mecanizada e fabril.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;As meta-narrativas míticas de outrora, que tratavam de suprir tanto o conhecimento geral quanto a magia religiosa, foram desestruturadas com o advento do discurso científico e da lógica da produção. Estes, explicavam o mundo objetivamente ainda que, por si só, não suprissem os aspectos mágicos essenciais à completude existencial humana (Campbell, 1991). Tal intento coube à atividade publicitária que, através da apropriação, manipulação e produção de elementos simbólico-culturais, devolveu ao discurso contemporâneo a magia dos mitos perdida entre as fábricas e os instrumentos de análise de precisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No presente trabalho, pretende-se discorrer sobre o papel da publicidade como parte de uma mitologia do cotidiano. Não apenas enquanto construtora de narrativas que dão sentido ao consumo, pilar da sociedade contemporânea; mas também como discurso que devolve magia e fé, simbolização e desejo, ao mecânico e desumanizado discurso da contemporaneidade. Para tanto, procuraremos relacionar ambas as narrativas simbolicamente; e através da sua relação como vetores da totemização (Barros, 1995), possibilitando um embasamento mais consistente em nossa reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mitologia e publicidade: a relação simbólica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Em seu artigo “A saia de Marilyn: do arquétipo ao estereótipo nas imagens midiáticas” Barros (2009) desvenda o processo de degeneração que reduz o arquétipo ao estereótipo, este, figura comum no discurso publicitário.&lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Entenderemos por arquétipos os “conteúdos do inconsciente coletivo, imagens primordiais e universais” (Barros, 2009, p 2). Em outras palavras, padrões de comportamento, pensamento e visão de mundo inconscientes e universais, portanto, inerentes a todas as culturas humanas. Tomemos como exemplo, o arquétipo do herói, presente em todas as culturas. Por estereótipos, entenderemos generalizações construídas culturalmente, que categorizam e facilitam a compreensão da realidade complexa e plural. Isto é, padrões de comportamento, pensamento e visão de mundo moldados à determinada cultura. Tomemos como exemplo, o estereótipo do malandro, peculiar à cultura brasileira. É válido frisar o paralelismo entre as duas definições, de modo a observarmos a íntima ligação entre as duas modalidades de imagem simbólica. Compartilham, pois, de uma mesma estrutura, os “padrões de comportamento, pensamento e visão de mundo”, sendo, contudo, os arquétipos universais, e os estereótipos peculiares a cada cultura.&lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Assim, Barros (2009) parte da imagem arquetípica original, de onde derivariam inúmeros símbolos, estes, já adequados a certo contexto sociocultural e, portanto, estreitados em sua significação. Mais adiante surgiriam os mitos, “narrativas que organizam as imagens simbólicas e arquetípicas” (Barros, 2009, p 2), as já citadas histórias contadas para que os homens entrem em acordo com o mundo (Campbell, 1991). Nessa ordenação, os símbolos transformar-se-iam em palavras, e os arquétipos em idéias (Barros, 2009, p 2).&lt;b style="font-style: italic; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Para chegar finalmente à estereotipia imagético-midiática, Barros recorre a Durand, segundo o qual as sociedades fundamentam-se em dois ou três mitos que as orientam e vitalizam (apud Barros, 2009). Ao circular no imaginário social, seria observável uma dinâmica onde a pluralidade simbólica dos mitos seria gradualmente reduzida através de desgaste. Enquanto alguns aspectos seriam fortalecidos pelo seu uso, outros seriam marginalizados, o que acarretaria sua supressão.&lt;b style="font-style: italic; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 28.3pt; margin-bottom: 10pt; margin-left: 1cm; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;“É assim que imagens míticas, inicialmente fortes, com alta capacidade de suscitar a simbolização, perdem alguns de seus aspectos, têm outros desmesuradamente reforçados, outros, ainda, substituídos até que, ao final, não reste muito do mito original”. (Barros, 2009, p 3)&lt;b style="font-style: italic; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Através desse processo também surgiriam os estereótipos.&lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Desta forma, constata-se a ligação simbólica entre mito e publicidade. A partir do processo de desgaste simbólico e sucessivas adequações culturais, dos mitos, ricos em significado, derivam em última instância os estereótipos, amplamente utilizados pela mídia em geral e pela publicidade em particular. Com base em elementos sígnico-culturais, torna-se mais fácil a visão de ambos como narrativas relacionadas, ainda em que diferentes níveis de simbolização. &lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Os mitos encadeariam arquétipos e símbolos em ideias e palavras, derivando narrativas simbolicamente ricas, que, através de deuses e figuras fantásticas representativas dos fenômenos naturais, procuram explicar o mundo em sua totalidade e complexidade. Já a publicidade encadearia majoritariamente os estereótipos, acima expostos como simplificadores da compreensão do mundo, tecendo assim uma narrativa mais simples, que não visa mais à explicação do mundo em sua totalidade, mas apenas alguns de seus aspectos, os quais veremos adiante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mitologia e publicidade: a relação totêmica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Agora, concentremo-nos na relação totêmica entre mitologia e publicidade.  Para isso, buscaremos fundamentação na análise feita por Everardo Rocha em seu livro “Magia e Capitalismo: um estudo antropológico da publicidade” (1995). &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O autor traça um paralelo entre mito e publicidade através do ponto comum da totemização (Rocha, 1995). Recorre a Lévi-Strauss, considerando o totemismo como “um sistema de classificação que opera em várias sociedades prometendo manter uma complementaridade entre natureza e cultura” (Rocha, 1995, p. 104). &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Rocha considera natureza tudo o que não pertence à esfera humana (1995), e não necessariamente um mundo em seu estado original, sem a intervenção do homem. Assim, permite-se considerar “natural” o processo produtivo, constituído por fábricas e máquinas, tanto quanto o seria um pequeno recanto de mata virgem. Em ambos os casos, segundo o autor, o elemento humano estaria suprimido. No primeiro, por sua inutilidade frente à automação; no segundo, pela sua pura e simples ausência (Rocha, 1995).&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; partir disso, Everardo Rocha situa os elementos totemizadores nos dois cenários dados. No ambiente de produção, atribui à publicidade a construção de significados que recobrem o produto industrializado, humanizando-o. Desta forma, atuaria como uma ponte entre o processo produtivo e a cultura, dando sentido ao consumo. No ambiente natural e primitivo, atribui à narrativa mitológica, a significação sobre elementos e fenômenos naturais, construindo desta vez uma ponte entre a cultura e a natureza selvagem. A atribuição simbólica inerente ao processo de totemização, que atravessa o abismo entre natureza e cultura, seria considerada pelo autor como um elemento mágico (Rocha, 1995).&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Podemos inferir, fundados no acima exposto, que em ambos os casos o elemento totemizante e humanizante funda-se na magia, na fé. Resguardadas as devidas proporções, enquanto a mitologia explica o mundo através de figuras divinas que o controlam, de fenômenos naturais ao destino dos mortais; a publicidade tece um véu simbólico-cultural que recobre os produtos industrializados, transformando-os em bens de consumo, atribuindo-lhes significado e aproximando-os do humano. Em outras palavras, enquanto os mitos explicam uma tempestade como a ira de Zeus que rasga os céus com raios forjados por Hefesto; a publicidade explica o consumo de uma tonelada de metal, plástico, vidro, couro e gasolina com um texto, slogan, uma imagem, ou mesmo um simples nome: Ferrari. Aí reside a magia, a força da fé, a solução que transpõe as barreiras entre o natural e o cultural, basta acreditar.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Desta forma, constata-se a presença do elemento “mágico-totêmico” (Rocha, 1995) nas duas formas de narrativas tratadas, o que será vital para considerarmos a publicidade como parte da mitologia cotidiana.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mágica: da mitologia à publicidade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Com base no exposto até o momento, façamos uma reflexão que exponha o processo pelo qual o discurso publicitário assume o lado mágico-totêmico outrora ocupado pelo discurso mitológico.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O mito, enquanto encadeamento de arquétipos e símbolos nas formas de idéias e palavras, tratava de explicar o mundo através de narrativas que flertavam frequentemente com o divino e o fantástico. Tornava-se assim, não apenas fundamento do conhecimento antigo, como também sua manifestação religiosa (Campbell, 1991). Sua magia residia na transposição simbólica da natureza para a cultura.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Contudo, com o advento do conhecimento baseado na observação científica dos fenômenos, a narrativa mitológica deu lugar à ciência na compreensão do mundo físico. Como lamentaria Moyers em sua entrevista com Joseph Campbell, “... a ciência fez uma faxina nas crenças” (apud Campbell, 1991, p 26). Zeus dispensara Hefesto e pendurara seus raios, dando à diferença de cargas elétricas a responsabilidade por rasgar o firmamento durante tempestades. Do discurso mitológico restaram apenas os elementos fantásticos, as antigas religiões, deixando a realidade mundana à observação objetiva dos fatos. &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A publicidade, por sua vez, tem como objetivo primeiro o fomento ao consumo dos produtos que divulga. A ela não cabe, a princípio, a compreensão do mundo por quem a consome. Não obstante, ainda o faz, enquanto parte do discurso da contemporaneidade. Complementa, dessa forma, a compreensão científica e anti-humana do mundo empreendida pelo discurso científico e a lógica do consumo, através da - parafraseando o título da obra de Rocha - magia do capitalismo. &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A magia na narrativa mitológica é retomada na publicidade, ajudando-nos a ver humanidade nos produtos vindos da máquina, e, portanto, “naturais” e “anti-humanos”, através do processo de totemização (Rocha, 1995). Em outras palavras, viríamos sucesso, potência, sensualidade, poder e fetiche em um automóvel vermelho assinado por um logotipo amarelo com um garanhão negro em triunfal empinar. Uma Ferrari faz todo o sentido. A solução mágica está na significação sobre o produto, tal qual o fazia a mitologia aos fenômenos naturais. Eis a atuação da mitologia do cotidiano.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Considerações finais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Na presente dissertação traçamos brevemente os paralelos entre mito e publicidade como narrativas que situam e explicam a relação do homem com o mundo; como articuladores de elementos simbólicos em diferentes níveis de significação; e como elementos mágico-totemizantes da relação natureza/cultura.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ainda que mais rasa simbolicamente em relação aos mitos, a publicidade constrói as narrativas mágicas que complementam o discurso científico e a lógica fabril, como partes do discurso contemporâneo responsável pela atribuição de sentido ao mundo, cuja lógica é o consumo.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É essa retomada da fé, do simbolismo, do significado, da magia, que situa a publicidade como parte da mitologia cotidiana, uma vez que complementa o discurso da contemporaneidade enquanto narrativa que tanto possibilita a compreensão da realidade, quanto nos encanta em seus aspectos mágico-totêmicos ao atribuir-lhe sentido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;BARROS, A. T. M. P. &lt;b&gt;A saia de Marilyn&lt;/b&gt;: do arquétipo ao estereótipo nas imagens midiáticas. In Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. Brasília: E-compós, v.12, n.1, jan./abr. 2009, p 1-17.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;CAMPBELL, J. &lt;b&gt;O poder do mito&lt;/b&gt;. São Paulo: Palas Atena, 1991.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;LEITE, F. &lt;b&gt;Comunicação e cognição&lt;/b&gt;: os efeitos da propaganda contra-intuitiva no deslocamento de crenças e estereótipos. In Ciências &amp;amp; Cognição, vol. 13, n 1, março 2008, p 131-141.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;ROCHA, E. P. G. &lt;b&gt;Magia e capitalismo&lt;/b&gt;: um estudo antropológico da publicidade. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2ª Edição, 1995.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;STEIN, M. &lt;b&gt;Jung&lt;/b&gt;: o mapa da alma: uma introdução. São Paulo: Ed Cultrix, 5ª Edição, 2006.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; line-height: 18px; color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; line-height: 19px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Texto originalmente produzido para cumprimento da disciplina Redação Publicitária, do Curso de Publicidade e Propaganda da ECA.USP.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-8425603755971811439?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/8425603755971811439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=8425603755971811439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/8425603755971811439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/8425603755971811439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/11/ferrari-de-zeus-publicidade-como.html' title='A Ferrari de Zeus: a publicidade como mitologia do cotidiano'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07991782237302394372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kURHKV5howA/TNA5VeU45_I/AAAAAAAAAAU/vEP8jrAo7Vc/s72-c/2007-ferrari-dino-concept-design-by-ugur-sahin-front-and-side-1024x768+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-6417078865205590432</id><published>2010-09-14T15:57:00.005-03:00</published><updated>2010-09-14T16:05:22.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mario 25 anos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nunhez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Super Mario Bross'/><title type='text'>Cogumelos? Yeah! Mofo? Jamais!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TI_GHD1H4VI/AAAAAAAAAF4/PkWmfbe8AiQ/s1600/Games_Brothers_MARIO_013888_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TI_GHD1H4VI/AAAAAAAAAF4/PkWmfbe8AiQ/s400/Games_Brothers_MARIO_013888_.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516845893141651794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dos encanamentos do Brooklyn para o palácio da cultura pop mundial. Em 25 anos, completados no último dia 13 de setembro, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mario&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; já salvou princesas, dinamitou castelos, deu voadora em hilariantes combates com personagens de outros games, pisoteou tartarugas e arremessou seus cascos em tresloucadas corridas de kart. Não tão surpreendente, quiçá, se considerarmos sua dieta a base de cogumelos multicoloridos e eventuais estrelas de energia...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Criado em 1985 por &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Shigeru Miyamoto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, do alto panteão de games designers, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Super Mario Bros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; ganhou fãs ao redor do mundo com comandos simples, gráficos e narrativas sofisticadas, e um herói um tanto improvável.  Com o passar do tempo, o baixinho bigodudo ganhou aliados como &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Luigi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Toad&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Yoshi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; entre outros, na sua luta para salvar a princesa &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Peach&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; do temível &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bowser&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;. Sua trilha sonora ganhou vários interpretes na internet. Seu sucesso tornou-o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;cult&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, um dos ícones da Nintendo, e mais popular que &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mickey Mouse&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E o jogo não para por aí! Com milhões de cópias vendidas do &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Super Mario Galaxy 2&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, seu game mais recente, não parece que o simpático encanador italiano vai ficar esquecido atrás do armário dos fãs. Nem que sua história vai acabar em pizza. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1 UP&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Confira o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tzkkgK_zQHI&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;vídeo comemorativo dos 25 anos&lt;/a&gt; e uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SXgZhPjMQLQ"&gt;excelente homenagem&lt;/a&gt;!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-6417078865205590432?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/6417078865205590432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=6417078865205590432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/6417078865205590432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/6417078865205590432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/09/cogumelos-yeah-mofo-jamais.html' title='Cogumelos? Yeah! Mofo? Jamais!'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TI_GHD1H4VI/AAAAAAAAAF4/PkWmfbe8AiQ/s72-c/Games_Brothers_MARIO_013888_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-7146395144623107972</id><published>2010-08-13T13:59:00.004-03:00</published><updated>2010-08-13T14:38:54.237-03:00</updated><title type='text'>Nesta sexta-feira 13, a bruxa estará presa...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TGV7Cpn1g-I/AAAAAAAAAFo/qiepzEKEBNw/s1600/Vampire.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TGV7Cpn1g-I/AAAAAAAAAFo/qiepzEKEBNw/s400/Vampire.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504941404993192930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é. Parece que o plano de vôo das verruguentas ficará restrito ao espaço aéreo de 60 mil m&lt;sup&gt;2 &lt;/sup&gt;do &lt;b&gt;Pavilhão de Exposições do Anhembi&lt;/b&gt;, aqui em São Paulo. É lá que começa nesta sexta cabalística a &lt;b&gt;21ª Bienal Internacional do Livro&lt;/b&gt;, cujo tema, pegando uma carona nas vassouras, será o&lt;b&gt; Terror&lt;/b&gt;!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já era de se esperar, dada a invasão do mundo literário, e da cultura pop em geral, por vampiros e outras criaturas abissais, que, convenhamos, até ganharam um quê de simpatia. Com a presença de &lt;b&gt;José Mojica Marins&lt;/b&gt;, o &lt;b&gt;Zé do Caixão&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;André Vianco&lt;/b&gt;, autor do best seller &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Os Sete&lt;/b&gt;, além de um bate papo com Dacre Stoker, sobrinho neto de Bram Stoker, autor do clássico &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Drácula&lt;/b&gt;, a feira promete uma grande imersão nessa &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;obscura, sombria, e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;- por que não? - fascinante face do nosso imaginário. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para completar a festa, o evento ainda conclama uma invasão de &lt;i&gt;&lt;b&gt;Cosplayers&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;! É isso aí, aquele pessoal fantasiado com personagens de filmes e HQs será convocado para animar ainda mais a exposição em seu primeiro dia, com direito a entrada gratuita. Com expectativa de até 700 mil pessoas para esta edição, parece que a Bienal vai colocar no chinelo qualquer festa de Halloween que aparecer por aí...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;De 12 a 22 de agosto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pavilhão de Exposições do Anhembi&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Av. Olavo Fontoura, 1.209 . Santana . São Paulo . SP&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Próximo à estação do metrô Tietê&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.bienaldolivrosp.com.br/A-Bienal-do-Livro/Como-Chegar/"&gt;www.bienaldolivrosp.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-7146395144623107972?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/7146395144623107972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=7146395144623107972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/7146395144623107972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/7146395144623107972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/08/nesta-sexta-feira-13-bruxa-estara-presa.html' title='Nesta sexta-feira 13, a bruxa estará presa...'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TGV7Cpn1g-I/AAAAAAAAAFo/qiepzEKEBNw/s72-c/Vampire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-6971510847084103397</id><published>2010-08-03T15:32:00.004-03:00</published><updated>2010-08-13T13:58:58.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Pop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nunhez'/><title type='text'>Criatividade: Johnny Cash fala à juventude...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TFhkOtlGOYI/AAAAAAAAAFg/7DOTRqjjRn4/s1600/the-beast-in-me_front-inside.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TFhkOtlGOYI/AAAAAAAAAFg/7DOTRqjjRn4/s400/the-beast-in-me_front-inside.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501257148749199746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E já que o assunto é criatividade, que vem do "rearranjo inteligente do que temos em mãos", falemos um pouco sobre o que pode muito bem ser traduzido como &lt;b&gt;vocabulário&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A lógica não é das mais controversas: quanto mais informações sua mente maquinante tiver, mais conexões e “rearranjos” poderão ser feitos entre elas. Hora ou outra algo muito legal vai aparecer dessa mistura toda. O resultado é o que a comunidade científica chama de &lt;b&gt;criativo&lt;/b&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Justo? Então fica a dica para enriquecer o seu vocabulário com o melhor da cultura pop do &lt;b&gt;século XX&lt;/b&gt;! É isso aí, ou você acha que as inovações do &lt;b&gt;século XXI&lt;/b&gt;, que mal saiu das fraldas, vão surgir do nada? Digamos que o processo está mais para o caçula que ouve os vinis de rock do irmão mais velho. O blog &lt;a href="http://theselvedgeyard.wordpress.com/"&gt;&lt;b&gt;The Selvedge Yard&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; relata em tom nostálgico alguns fatos curiosos dos grandes divisores de águas da música, cinema e cultura popular do século passado. Dividindo um &lt;b&gt;Taxi&lt;/b&gt; com &lt;b&gt;Johnny Cash&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Pin Ups&lt;/b&gt;, ou pegando a estrada pela &lt;b&gt;Rota 66&lt;/b&gt; com uma &lt;b&gt;Harley Davidson&lt;/b&gt; envenenada, o blog viaja de volta aos velhos tempos que ainda têm muito a dizer ao nosso. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-6971510847084103397?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/6971510847084103397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=6971510847084103397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/6971510847084103397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/6971510847084103397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/08/criatividade-johnny-cash-fala-juventude.html' title='Criatividade: Johnny Cash fala à juventude...'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TFhkOtlGOYI/AAAAAAAAAFg/7DOTRqjjRn4/s72-c/the-beast-in-me_front-inside.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-5069916885697376744</id><published>2010-07-23T11:38:00.003-03:00</published><updated>2010-07-27T11:48:56.472-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='McGyver'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nunhez'/><title type='text'>Criatividade: Entre McGyver e Baco, um súdito da Rainha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TEmqNfN7SRI/AAAAAAAAAFY/saWc35ZMka4/s1600/The+Tulip.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TEmqNfN7SRI/AAAAAAAAAFY/saWc35ZMka4/s400/The+Tulip.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497111968877332754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;McGyver&lt;/b&gt; era um cara criativo. Não exatamente por ser um gênio inventivo de dispositivos inovadores que chutavam o traseiro dos caras maus, mas por que criava soluções que salvavam o dia com qualquer objeto (aparentemente) inútil que aparecesse na frente. Se o rapaz já era um perigo com um pedaço de fio dental, um sabonete e um clipe de papel, imagine se tivesse ao menos um canivete... A ideia é a seguinte: a criatividade e inovação não são exclusividade do que é puramente novo, mas sim do rearranjo inteligente do que já temos em mãos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Foi assim que o empresário e empreendedor inglês &lt;b&gt;James Nash&lt;/b&gt; reinventou a maneira de vender vinhos. A novidade, batizada de &lt;b&gt;The Tulip&lt;/b&gt;, sai do lugar comum das tradicionais garrafas, mas também foge da banalização das embalagens Tetra Pak. Ainda assim, junta o charme de uma e a praticidade da outra. O resultado são taças descartáveis (e recicláveis!), com porções individuais da bebida de &lt;b&gt;Baco&lt;/b&gt;, direcionadas aos solteiros, aos comedidos apreciadores de uma tacinha durante o almoço, e ideais para piqueniques. O negócio parece estar indo muito bem, obrigado, com a &lt;b&gt;Wine Innovations&lt;/b&gt;, a empresa de Nash, fornecendo para todo o Reino Unido e parte da Europa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O plano é, em breve, desembarcar na terra do &lt;b&gt;Tio Sam&lt;/b&gt; e do McGyver, o que soa promissor: o que o herói de &lt;b&gt;Profissão Perigo&lt;/b&gt; faria com uma taça descartável, um invólucro metálico e uma dose de bebida?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Postado também no &lt;a href="http://www.andregodoi.com.br/ping/"&gt;Grito do Ping&lt;/a&gt;, blog da agência Multiart/André Godoi, em 26.07.2010.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-5069916885697376744?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/5069916885697376744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=5069916885697376744&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/5069916885697376744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/5069916885697376744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/07/criatividade-entre-mcgyver-e-baco-um.html' title='Criatividade: Entre McGyver e Baco, um súdito da Rainha'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TEmqNfN7SRI/AAAAAAAAAFY/saWc35ZMka4/s72-c/The+Tulip.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-67729833167281020</id><published>2010-06-19T21:12:00.000-03:00</published><updated>2010-06-19T21:28:07.315-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saramago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nuñez'/><title type='text'>E foi-se Saramago...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TB1fQQL8OaI/AAAAAAAAAFE/_4e-nFDtJbU/s1600/saramago.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 388px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TB1fQQL8OaI/AAAAAAAAAFE/_4e-nFDtJbU/s400/saramago.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484644654034729378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;... aos 87 anos, provavelmente algures longe do Deus no qual dizia não podermos confiar. A vida foi longa como seus períodos, característica marcante em seu uso um tanto peculiar da Língua, com a vírgula a substituir tudo menos o ponto final, que combinado com a profunda visão do nosso tempo, rendeu-lhe o primeiro e único &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Nobel de Literatura na Língua Portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Jornalista, escritor, tradutor, livre pensador, registrado em obra extensa, sua vida e produção fluíram entre vírgulas, até que problemas respiratórios marcaram o ponto final. Usar da Língua para inovar e desafiar quem lê tanto pela forma quanto pela reflexão é uma das grandes lições que deixou o premiado escritor lusitano. Sua vida teve ponto final, seu legado não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Post original escrito  para "O Grito do Ping", blog da Agência Multiart/ André Godoi em 18 de junho de 2010. &lt;a href="http://www.andregodoi.com.br/ping/"&gt;www.andregodoi.com.br/ping&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-67729833167281020?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/67729833167281020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=67729833167281020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/67729833167281020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/67729833167281020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/06/e-foi-se-saramago.html' title='E foi-se Saramago...'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/TB1fQQL8OaI/AAAAAAAAAFE/_4e-nFDtJbU/s72-c/saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-4766877619852115581</id><published>2010-05-20T13:21:00.000-03:00</published><updated>2010-05-20T16:38:52.162-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicidade e Propaganda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WWF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nuñez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião pública'/><title type='text'>Ao (des)respeitável público!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/S_VjYlCetLI/AAAAAAAAAE8/u2nQvF_xPBk/s1600/wwf-tsunami.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 276px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/S_VjYlCetLI/AAAAAAAAAE8/u2nQvF_xPBk/s400/wwf-tsunami.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473390196049228978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; line-height: 150%; display: inline !important; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Dirigir-se ao respeitável público através do discurso publicitário requer muito cuidado. Isso não é nenhuma novidade: a zelar, há um universo simbólico que respalda a marca do anunciante, reputações, e a imagem da marca e produto no imaginário do consumidor. Entre tantos elementos a temível variável – também volúvel e volátil - capaz de condenar ou condecorar um anúncio e/ou anunciante: a opinião pública, surgida dos pontos de vista pelos quais passa a mensagem veiculada, ou simplesmente, a interpretação do público.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; display: inline !important; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;   &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;O presente texto pretende discutir brevemente as reações interpretativas do público consumidor a contextos publicitários colocados aqui em extremos de criatividade: do monótono ao “criativo demais”. Os exemplos foram retirados da &lt;/span&gt;Revista Língua Portuguesa&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; de 23.09.2009 e do jornal &lt;/span&gt;O Estado de S. Paulo&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; de 30.03.2009, respectivamente. Obviamente não se intenta esgotar o assunto, mas apenas colocá-lo em pauta, fomentando certa reflexão sobre a atividade publicitária brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Ao tratar da baixa criatividade, falemos dos comerciais de cerveja, há muito famosos pela falta de distinção entre marcas e homogeneização do discurso. Não obstante seu frequente apelo ao porto seguro da mesmice, não chega a ser sensato simplesmente condenar a suposta – e muitas vezes aparente – falta de criatividade de nossos comerciais. A ressalva não vale apenas devido ao movimento de mudança ocorrido nas publicidades de cerveja, onde, observa-se, a monotonia discursiva e conceitual está sendo combatida. É importante lembrarmos que apesar da tradição criativa da linguagem mercadológica no discurso publicitário, haverá sempre o mercado como elemento regulador do conteúdo a ser veiculado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;É sobre isso que fala &lt;/span&gt;Adilson Xavier&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;, presidente da agência publicitária &lt;/span&gt;Giovanni+DraftFBC&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;. Segundo ele, "A fórmula básica do anúncio de cerveja oscila entre um clima de malandragem e uma bela bunda", modelo este justificado por padrões comportamentais reconhecidos em pesquisas de mercado. Além disso, a pouca segmentação do mercado de cervejas no Brasil, que só agora apresenta maior variedade, também leva a culpa pela homogeneização do discurso mercadológico cervejeiro. O resultado: identifica-se o produto anunciado pelo universo simbólico tratado na peça, mas não o anunciante. Não é preciso grande esforço, portanto, para constatar as consequências nefastas da mesmice publicitária para o anunciante e para a própria atividade que chega a perder seu propósito, redundando na indiferença do público a seus apelos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Outro fato interessante sobre o artigo acima reside nas soluções encontradas pelos comunicadores de modo a tirar os anúncios de cerveja do marasmo: o preterimento das mídias tradicionais, como a TV, em favor de mídias locais e mais segmentadas. Segundo a diretora de inteligência de mercado da &lt;/span&gt;AmBev&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;, &lt;/span&gt;Paula Lindenberg&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;: "Cada vez mais buscamos aplicar recursos em pontos de conexão com o consumidor". A solução parece adequada, contanto que seja considerado um alerta para o conceito da campanha: ainda que a mensagem seja modificada quando transmitida em uma mídia diferente - como prega &lt;/span&gt;M. McLuhan&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; em sua célebre frase “O meio é a mensagem”-, a saída para apatia discursiva da publicidade depende mais de um conceito comunicativo inovador do que da mídia empregada. Afinal, passado o impacto da mídia diferenciada, tanto fará onde serão veiculados o “clima de malandragem” e as “belas bundas”: na TV, viral ou em uma intervenção urbana, triunfará a mesmice para o público, subestimado em sua capacidade interpretativa e associativa das mensagens que o atingem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O outro lado desta breve discussão encontra ilustração no polêmico anúncio desenvolvido pela &lt;/span&gt;DM9&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;, uma das grandes agências brasileiras, para a ONG ambientalista &lt;/span&gt;WWF&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;. A peça, que ilustra esse post e teve inclusive premiações canceladas, mostra uma centena de aviões mergulhando contra uma Nova York ainda orgulhosa das torres gêmeas do World Trade Center. O texto diz: "O tsunami matou 100 vezes mais pessoas do que o 11 de setembro". Em seguida, a reflexão: "Nosso planeta é poderoso. Respeite e preserve". De cara, aponta-se facilmente a incongruência de campo semântico, já que a ideia seria a comparação da devastação pelo homem e os desastres ambientais que viriam por sua causa, enquanto o anúncio mostra as devastações de um ataque terrorista e de um fenômeno natural independente da ação humana. Mas essa análise torna-se desnecessária ao constatarmos o desrespeito ao luto estadunidense – e, por que não, ocidental - do 11 de setembro, ou mesmo o simples joguete com o macabro nos dois elementos de comparação da peça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O anúncio é valido para exemplificar o que pode ser tratado como um, digamos, “excesso de criatividade”, que transborda os limites do bom senso. Aparentemente, a necessidade de alto impacto, geralmente imposta pelo contexto da atual propaganda ativista ambiental, foi “mal interpretada” pelo público – ou constituiria má interpretação de um briefing pela agência? - dada a declarada “inexperiência” dos criadores da peça, segundo a própria &lt;/span&gt;DM9&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;. Com boas intenções ou não, a mensagem veiculada torna-se chocante pelo motivo errado: sua “ofensividade” descarada, e não o esperado alerta de perigo global iminente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Tanto em um exemplo quanto em outro, rapidamente tratados acima, podemos colocar a interpretação do público como um de seus estopins. No primeiro caso, uma plausível subestimação do mercado quanto à absorção da mensagem, levaria a produção publicitária nacional à mesmice discursiva. Seria melhor não mexer em time que está ganhando, apesar do prejuízo simbólico sofrido pela marca ao simplesmente se igualar às outras no imaginário do consumidor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;No segundo caso, um mal julgamento da gravidade dos contextos envolvidos no anúncio, a negligência da repugnância popular ainda provocada tanto pelo terror, quanto pelo tsunami, ou mesmo o simplório erro crasso no campo semântico  da peça, colocam a interpretação pública contra a “aventura criativa” do anúncio ambiental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Entre a indiferença e a revolta do público tratadas nos casos acima, perdem os anunciantes, agências, profissionais publicitários e também o consumidor. Mais importante do que achar um culpado nesse dilema criativo que envolve a interpretação da mensagem pelo mercado, é olhar para a publicidade como muito mais que um megafone através do qual falam os anunciantes. Trata-se de poderosa atividade ideológica, construtora e destruidora de imagens públicas, que deve ser tratada ao mesmo tempo com o entusiasmo inovador da criatividade, e a parcimônia da qual merece o manejo de artefatos perigosos. E, no ponto de equilíbrio da criatividade e da moderação, repousa a interpretação dos consumidores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Bibliografia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;JUNIOR, L. C. P. &lt;b&gt;Os limites da retórica de mercado&lt;/b&gt;. In: Revista Língua Portuguesa. 23.09.2009.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;RIBEIRO, M. &lt;b&gt;Cerveja busca nova publicidade.&lt;/b&gt; In: O Estado de S. Paulo. 30.03.2009.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Texto originalmente produzido para cumprimento da disciplina Redação Publicitária, do Curso de Publicidade e Propaganda da ECA.USP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-4766877619852115581?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/4766877619852115581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=4766877619852115581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/4766877619852115581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/4766877619852115581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/05/ao-desrespeitavel-publico.html' title='Ao (des)respeitável público!'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/S_VjYlCetLI/AAAAAAAAAE8/u2nQvF_xPBk/s72-c/wwf-tsunami.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-9113317101552073346</id><published>2010-02-19T22:57:00.000-02:00</published><updated>2010-02-19T22:59:41.902-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SWF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Last Free Land'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bateria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nuñez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vandroya'/><title type='text'>Vandroya . Diário de gravação das bateras do EP "The Last Free Land"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Fala moçada! Aqui quem vos escreve é &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Otávio Nuñez&lt;/b&gt;, batera do &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Vandroya&lt;/b&gt;, a fim de falar um pouco sobre como foram as gravações das baterias do &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;EP The Last Free Land&lt;/b&gt;. Pois é, após 5 anos do lançamento do &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;EP Whithin Shadows&lt;/b&gt; (eu nem estava na banda ainda quando aconteceu...) teremos a satisfação de apresentar ao público mais composições. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Que orgulho! ... enfim, comecemos a falar do que interessa antes que a coisa fique um pouco piegas demais para a galera &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;headbanger&lt;/i&gt; ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Bom, tudo começou em dezembro de 2008 quando, após mais um semestre de estudos acadêmicos em São Paulo, finalmente pude me dedicar à produção musical do &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Vandroya&lt;/b&gt;, planejada já há alguns meses. Pra variar o prazo era apertado, obviamente não por causa da glamorosa desculpa do “prazo das gravadoras”, ou ainda a questão do “tempo é dinheiro” que envolve as horas em estúdio, mas sim por minha culpa. Viajaria no dia 14 para os EUA, numa estadia de 3 meses, o que em tese atrasaria o processo caso as gravações fossem deixadas para depois... Enquanto curtia umas nevascas, cerveja à temperatura ambiente (-5ºC pra baixo, é lindo) e água congelada nos encanamentos, a galera da banda adiantaria as gravações por aqui... Ok, situação devidamente explanada e plano A em execução: dois dias pra levantar a técnica enferrujada de meses, e gravação no dia 9 de dezembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Cheguei ao estúdio às 17 horas e fui recebido pelo &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Tiago&lt;/b&gt;, que tratou de me mostrar a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;câmara frigorífica&lt;/i&gt; e a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;pequena&lt;/i&gt; na qual faria as gravações. Não se iludam pelo nome meus caros, a câmara vira uma sauna tão logo você acaba o aquecimento pré-gravação... De frigorífica mesmo só a porta, cuja maçaneta é muito divertida de se operar... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;A &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;menina&lt;/i&gt; que seria espancada sem dó nem piedade durante as sessões era uma &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pearl Master Series&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;top&lt;/i&gt; de linha da marca, e na qual tive o orgulho – e sorte - de ser um dos últimos a fazer uma gravação... depois de encher os olhos com a bela batera, tratei de montar meus pratos e posicioná-la ao meu gosto. O único tambor que dispensei foi a caixa, substituída pela minha, um mimo de 14 por 8 polegadas, fabricada pela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Odery&lt;/i&gt;. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Enquanto montava minhas tralhas, cumprimentei o dono do estúdio &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Alexandre Carrozza&lt;/b&gt;, que acabava de chegar e que por sinal teria que me aguentar por um bom tempo em sua sala de comando, a ver...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Com o circo montado, dei uma ligeira saidinha para esperar o guitarrista e compositor do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Vandroya&lt;/b&gt;, &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Marco Lambert&lt;/b&gt;, que vinha de Bariri. Conversamos e fizemos uns vidinhos toscos sobre a gravação, os quais tiveram como cenário a exuberante marginal do rio Jaú... valeu pela cerva que tomamos antes da labuta...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Maravilha! Ás 20 horas estávamos com batera montada e som passado. Tudo certo para a gravação não?... Quando fiz a pergunta imagino que você deve ter desconfiado que não... Se tudo fosse dar certo, porque raios faria uma pergunta dessas concordam? Pois é...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Explico: para gravar, além do metrônomo, eu usaria uma pista em midi, cujo programa que tornaria possível sua leitura e exportação para o software do estúdio foi um tanto difícil de conseguir. Resumo da ópera: só começamos as gravações às 23 horas, com direito a som de “grand piano” na pista, no lugar das guitarras. Comentário do Marco: “Cara, você é louco, mas você quem sabe...”. Sinceramente, depois de 3 horas “pilhado” para começar, a pista poderia ter som de oboé...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;As gravações correram bem e levaram mais ou menos duas horas entre gravar, voltar para a “geladeira” corrigir eventuais erros e checar a timbragem inicial da bateria. O primeiro dia de trabalho estava concluído. Restariam ainda a edição e timbragens das bateras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Passaram-se 7 meses... isso mesmo, 7 meses... um trimestre deliciosamente congelante em terras gringas mais um quadrimestre academicamente tenso na terra da garoa... mas enfim, quem quer saber de gelo e assuntos acadêmicos numa hora dessas? Finalmente férias de julho! Um tempinho para estudar bateria, engordar e editar as linhas de batera! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Dias curiosos... entrava em cena minha face &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;freak&lt;/i&gt; para achar pêlo em ovo... Obviamente nada patológico o bastante para atrapalhar minha vida, apenas o suficiente para transformara vida de pessoas como o &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Alexandre&lt;/b&gt;, sempre preocupado com detalhes das gravações, num inferno. Aparentemente eu estava ouvindo notas e procurava ordem onde ele só ouvia um embolado caótico de semicolcheias. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Pergunta recorrente: “Cara... onde diabos você ouviu essa nota?!”. Isso que dá pilhar nas músicas... &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;freaking&lt;/i&gt; detalhismo... espero mesmo assim que seja o suficiente para garantir um bom resultado...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O que nos falta, caros leitores? Sim! Timbragem! E lá vamos nós em busca de um bom &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;kick &lt;/i&gt;de bumbo e timbres de tambores! Localizemo-nos no tempo: 22 de dezembro de 2009. Pois é, há meses a produção do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;The Last Free Land&lt;/b&gt; tinha virado uma novela, com conflitos de horários e viagens de 50 léguas... mas o importante é que fique pronto! Pois bem, diria que algumas edições e escolha de timbres durante as festividades de fim de ano fizeram muito bem às linhas de batera. Ao final, pude &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;aleluiamente &lt;/i&gt;mandar um email - no melhor estilo “CABEI *#*#*!” - para o &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Marco&lt;/b&gt; poder finalizar a produção com a mixagem e masterização do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;EP&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:35.4pt;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Com o sentimento de missão cumprida, agora é só aguardar moçada. Espero que gostem do trabalho! Abraço a todos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-9113317101552073346?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/9113317101552073346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=9113317101552073346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/9113317101552073346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/9113317101552073346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2010/02/vandroya-diario-de-gravacao-das-bateras.html' title='Vandroya . Diário de gravação das bateras do EP &quot;The Last Free Land&quot;'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-2417204062549729886</id><published>2009-08-10T11:51:00.000-03:00</published><updated>2009-08-11T22:39:43.102-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SWF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nuñez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fly by Night'/><title type='text'>Rush . Fly by Night . 1975</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SoA1lawd6LI/AAAAAAAAACc/0ZyjPhDC-kw/s1600-h/flybynight.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SoA1lawd6LI/AAAAAAAAACc/0ZyjPhDC-kw/s320/flybynight.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368349672779671730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Depois de quase um semestre sem escrever resenhas, notei que estava desenvolvendo uma tremedeira muito parecida com aquela que tenho se fico muito tempo sem tocar bateria (os leitores que tocam podem falar, muito triste, quase trágico...). Surgida a oportunidade de escrever novamente, nada como curar meu pseudo-Parkinson falando de &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: georgia;"&gt;Rush&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, uma das maiores bandas surgidas na era em que os dinossauros do rock dominavam a Terra (60-70) e que ainda está na ativa e em plena forma. Pergunto-me o que esses caras tomavam na época pra ter esse pique até hoje, e não falo somente de &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: georgia;"&gt;Rush, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;temos&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: georgia;"&gt; Iron Maiden, Deep Purple, Kiss, Rolling Stones&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; entre outras instituições jurássicas ainda caminhando entre nós...após divagar um pouco acerca da questão, acho sábio parar por aqui antes que comece a fazer apologia a alguma coisa ilícita... &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: georgia;"&gt;Rush&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;!!!...voltemos, voltemos...&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;Provavelmente serei motivo de chacota dos fãs mais aficionados e quiçá terei que me acostumar com uma teimosa mira a laser entre meus olhos quando estiver na rua, mas não sei por que não considerar &lt;b style=""&gt;Fly By Night &lt;/b&gt;(FbN), ao menos honorariamente, um álbum clássico do &lt;i style=""&gt;Rush.&lt;/i&gt; Eis os motivos: primeiramente, é o álbum onde a banda canadense começou seu flerte com o progressivo, deixando para trás o &lt;i style=""&gt;hard rock bluesístico,&lt;/i&gt; fundamentado no estilo dos britânicos do &lt;i style=""&gt;Led Zeppelin&lt;/i&gt; (vide o primeiro álbum da banda, auto-intitulado), para se tornar um dos ícones do já citado &lt;i style=""&gt;prog&lt;/i&gt;; segundo, é o álbum de estréia de ninguém menos que &lt;b style=""&gt;Neil Peart&lt;/b&gt; (bateria). Aliás, para quem não conhece o figura aí, primeiramente bem-vindo ao planeta Terra... ok, deixemos intolerâncias de lado, vou reformular: bem-vindos ao planeta bateria... Sim, &lt;i style=""&gt;Peart&lt;/i&gt; é simplesmente um dos bateristas que mais influenciaram as vindouras gerações de aspirantes à prática e à boa execução deste instrumento, talvez somente atrás do mestre/guru/o cara &lt;i style=""&gt;Buddy Rich.&lt;/i&gt; Além de suas performances desconcertantes atrás de sua bateria de 360º (cara...que inveja), &lt;i style=""&gt;Neil&lt;/i&gt; também se mostrou um exímio letrista, fazendo contribuições um tanto relevantes às músicas do p&lt;i style=""&gt;ower-trio&lt;/i&gt; de Toronto. Que sejam bastantes tais motivos para darem certo destaque ao segundo álbum dos canadenses. Vamos às músicas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;Cinco socos na gengiva começam a “&lt;i style=""&gt;FbN&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;Experience&lt;/i&gt;” em grande estilo. Caras, lembro-me que na ocasião em que escutei &lt;b style=""&gt;Anthem&lt;/b&gt; (e &lt;i style=""&gt;Rush&lt;/i&gt;) pela primeira vez: nada me impediu de soltar um “Nuosssssaaaaahhh!!!”, saltar da poltrona em que estava e atingir de maneira letal o primeiro objeto frágil que encontrei...pobre, pobre animalzinho... Exageros &lt;i style=""&gt;cartunescos&lt;/i&gt; (e luto) à parte, imagino que não haveria melhor escolha como primeira música de &lt;b style=""&gt;FbN&lt;/b&gt;. Com sua introdução memorável, a performace de &lt;i style=""&gt;Peart&lt;/i&gt;,&lt;b style=""&gt; Alex Lifeson&lt;/b&gt; (guitarra e violão) e &lt;b style=""&gt;Geddy Lee&lt;/b&gt; (baixo, voz e sintetizadores), e linhas vocais de timbre peculiar, &lt;i style=""&gt;Anthem&lt;/i&gt; vai direto ao assunto, de certo modo introduzindo a nova proposta musical da banda. Um dos destaques do trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;Uma frase matreira de &lt;i style=""&gt;Peart&lt;/i&gt;, seguida por uma levada malandra de &lt;i style=""&gt;Lifeson&lt;/i&gt; iniciam &lt;b style=""&gt;Best I Can&lt;/b&gt;. Considero esta a música mais &lt;i style=""&gt;rock´n roll&lt;/i&gt; do álbum, ainda que as frases de &lt;i style=""&gt;Neil &lt;/i&gt;nos lembrem que o estilo da banda é outro. Já &lt;b style=""&gt;Beneath, Between &amp;amp; Behind,&lt;/b&gt; soa tão agradável quanto sua colega, apesar do quê a mais de peso, principalmente nas guitarras e vocais, estes um tanto mais agressivos. Diria que são boas composições, mas imagino que não estaria sozinho ao pensar que comparadas a outras que o &lt;i style=""&gt;Rush&lt;/i&gt; apresenta neste disco (e nos vindouros), elas não têm muito destaque. Aliás, isto se confirma com a próxima música...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;By-Tor and the Snowdog&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt; figura talvez como o ponto culminante de &lt;i style=""&gt;FbN.&lt;/i&gt; De fato, talvez também figure como o ponto culminante das performances ao vivo, ainda que, com tantos clássicos, pergunto-me se existe algum ponto não culminante nos shows do &lt;i style=""&gt;Rush&lt;/i&gt;. Enfim trata-se basicamente do desenvolvimento da proposta &lt;i style=""&gt;prog&lt;/i&gt; que &lt;i style=""&gt;Anthem&lt;/i&gt; já preconizava; uma composição onde o trio &lt;i style=""&gt;Lifeson, Lee &lt;/i&gt;e&lt;i style=""&gt; Peart&lt;/i&gt; mostra a que veio, cada um com seu momento de destaque, numa insana mistura de &lt;i style=""&gt;feeling&lt;/i&gt;, musicalidade, alegria do &lt;i style=""&gt;rock´n roll&lt;/i&gt;, o vigor e peso do &lt;i style=""&gt;hard rock&lt;/i&gt; e efeitos, muitos efeitos do &lt;i style=""&gt;prog&lt;/i&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;Uma simpática seqüencia de acordes (algo me diz que o timbre da guitarra potencialize este “efeito simpatia”) e comentários pertinentes de &lt;i style=""&gt;Neil&lt;/i&gt; (aliás, vindos de quem vêm, tenho dificuldade em não considerá-los desta forma, desculpem...), iniciam &lt;b style=""&gt;Fly by Night&lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt;,&lt;/i&gt; a faixa título, candidata a música mais “pra cima” do álbum e primeiro sucesso comercial do &lt;i style=""&gt;Rush&lt;/i&gt;. Imagino que a “temática do recomeço” que a letra tem, aliada ao otimismo passado pelo instrumental construam bem a atmosfera à qual me refiro. Destaque para o solo, seu &lt;i style=""&gt;feeling&lt;/i&gt; e energia me fizeram tê-lo como o ponto alto do “efeito simpatia”. Moçada, só ouvindo para se ter uma idéia do que estou tentando passar, mas enfim, quanto otimismo! Otimismo este, aliás, que envolveria o restante das músicas do álbum. Não que as canções anteriores não o tivessem em algum grau, mas as consideraria mais... hum... enérgicas talvez, do que otimistas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;Uma levada &lt;i style=""&gt;violonesca&lt;/i&gt; um tanto country inicia &lt;b style=""&gt;Making Memories&lt;/b&gt;. O clima otimista, como dito anteriormente, persiste nesta aqui, e muito remete a uma viagem no melhor estilo &lt;i style=""&gt;Easy Rider,&lt;/i&gt; ainda que o clima de Canadá que envolve o &lt;i style=""&gt;Rush&lt;/i&gt; nas concepções deste que vos escreve descarte qualquer imagem desértica necessária a uma travessia pela &lt;i style=""&gt;Route 66&lt;/i&gt;. Quem sabe apenas uma moto, uma bela estrada cercada de pinheiros, o ar cortando a face e... ok, ok, à próxima faixa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;As primeiras notas da música seguinte nos fazem notar que &lt;i style=""&gt;Making Memories&lt;/i&gt; agiria como uma intermediária rítmica entre a agitação de &lt;i style=""&gt;Fly by Night&lt;/i&gt; e a calmaria de &lt;b style=""&gt;Rivendell.&lt;/b&gt; Exato... &lt;i style=""&gt;Rivendell&lt;/i&gt; ou &lt;i style=""&gt;Valfenda&lt;/i&gt; para aqueles que se deram ao trabalho de checar os nomes em inglês dos paradisíacos resorts élficos da mitologia &lt;i style=""&gt;Tolkieniana&lt;/i&gt;. O lirismo e sensibilidade desta faixa (que por sinal suplantam a linha otimista) seriam motivos o bastante para ser considerada a mais bela de &lt;i style=""&gt;FbN&lt;/i&gt;. Destaque para a performance “bardo élfico” de &lt;i style=""&gt;Lifeson&lt;/i&gt;, linda composição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;Para fechar o álbum, temos a pertinentemente intitulada &lt;b style=""&gt;In the End,&lt;/b&gt; começando com tom lírico semelhante a &lt;i style=""&gt;Rivendell&lt;/i&gt;, apesar de que, desta vez, &lt;i style=""&gt;Lifeson&lt;/i&gt; tenha abandonado seu manto élfico na abordagem do violão. De qualquer maneira, o lirismo acústico é trocado pelo estridente otimismo das guitarras perto do segundo minuto de música, ainda que sem o mesmo peso e vibração que demonstravam na faixa-título do álbum. Dando suporte às guitas, temos um &lt;i style=""&gt;groovie&lt;/i&gt; pulsante de &lt;i style=""&gt;Peart&lt;/i&gt;, e as peculiares linhas vocais de &lt;i style=""&gt;Lee&lt;/i&gt;. Agradável composição fechando a trilogia “&lt;i style=""&gt;life is beautifull&lt;/i&gt;” das três faixas “otimistas” (tenhamos &lt;i style=""&gt;Rivendell&lt;/i&gt; como exceção) e o álbum em si. Contudo, diria que algo falta à conclusão da obra. Algo que finalize o disco do mesmo modo que foi introduzido (socos na gengiva, lembram-se?), algo que potencialize o suposto efeito “Nuosssssaaaaahhh!!!” (com as devidas precauções), criando, quem sabe, uma expectativa, um desejo, enfim, aquela tresloucada ânsia de ouvi-lo novamente... De qualquer modo, vale ressaltar que isto não tira os créditos de &lt;i style=""&gt;In the End&lt;/i&gt; afinal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;Fly by Night&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;, não é o melhor álbum do &lt;i style=""&gt;Rush&lt;/i&gt;, tampouco o mais criativo, mas recomendo aos leitores que o escutem, pelos mesmos motivos que o considerei um “álbum clássico honorário” no início desta resenha e como registro da evolução da banda ao longo do tempo, o que levaria à criação de verdadeiros clássicos como &lt;i style=""&gt;2112.&lt;/i&gt; Lembremos, músicas como &lt;i style=""&gt;Anthem&lt;/i&gt;, e &lt;i style=""&gt;By-Tor and the Snowdog&lt;/i&gt; definitivamente não estão lá para enfeitar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;Resenha originalmente publicada no blog &lt;a href="http://fromheretoeternity.zip.net/arch2008-06-29_2008-07-05.html"&gt;From Here to Eternity&lt;/a&gt; em julho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-2417204062549729886?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/2417204062549729886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=2417204062549729886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/2417204062549729886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/2417204062549729886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2009/08/depois-de-quase-um-semestre-sem.html' title='Rush . Fly by Night . 1975'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SoA1lawd6LI/AAAAAAAAACc/0ZyjPhDC-kw/s72-c/flybynight.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-2706117536906095557</id><published>2009-08-05T17:12:00.000-03:00</published><updated>2009-08-08T08:51:11.955-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SWF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nuñez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragile'/><title type='text'>Yes . Fragile . 1972</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnnpCXgkeoI/AAAAAAAAACU/lDItEvJ-MXs/s1600-h/Yes-Frag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnnpCXgkeoI/AAAAAAAAACU/lDItEvJ-MXs/s320/Yes-Frag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366576657868290690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“O prog mudou minha vida”, assim me disse uma amiga em uma elogiosa e animada discussão sobre o rock progressivo setentista. Apesar da banda em pauta ser a aclamada &lt;i style=""&gt;Jethro Tull&lt;/i&gt;, imagino que não serei crucificado se estender os elogios tecidos aos seus também míticos compatriotas, súditos da Coroa Britânica. O &lt;b style=""&gt;Yes&lt;/b&gt;, assim como outros contemporâneos do &lt;i style=""&gt;prog&lt;/i&gt;, não mudou apenas a vida de minha amiga. De fato, não seria exagero colocá-lo como divisor de águas dentro da história geral do rock.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                                                        &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Fragile, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;lançado em 1972, assim como &lt;i style=""&gt;Close To The Edge&lt;/i&gt;&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;(1972), foi agraciado por um &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt; até hoje considerado em sua melhor formação dentre inúmeras outras. Com &lt;b style=""&gt;Jon Anderson &lt;/b&gt;(vocais), &lt;b style=""&gt;Chris Squire&lt;/b&gt; (baixo e vocal), &lt;b style=""&gt;Rick Wakeman&lt;/b&gt; (teclados), &lt;b style=""&gt;Bill Bruford &lt;/b&gt;(bateria) e &lt;b style=""&gt;Steve Howe&lt;/b&gt; (guitarra e vocal), a banda nos apresenta um álbum onde o &lt;i style=""&gt;individual&lt;/i&gt; e o &lt;i style=""&gt;todo&lt;/i&gt; se destacam e complementam com maestria. Para ser mais claro, das 9 faixas que constituem &lt;i style=""&gt;Fragile&lt;/i&gt;, 5 são dedicadas ao desempenho individual dos músicos, e o restante é composto pela cooperação de toda a banda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por um momento, atentemos para o aparente conflito entre os caracteres antagônicos do &lt;i style=""&gt;indivíduo&lt;/i&gt; e do &lt;i style=""&gt;todo&lt;/i&gt;, que ainda serve de tema para acaloradas discussões sobre música - aliás, discussões essas sem sentido por motivos apresentados logo adiante. Assumindo as formas de, respectivamente, virtuosismo/técnica e musicalidade, o &lt;i style=""&gt;indivíduo&lt;/i&gt; e o &lt;i style=""&gt;todo&lt;/i&gt; muitas vezes são comparados a água e óleo, imiscíveis, quando, como nos mostrou o &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt; em &lt;i style=""&gt;Fragile&lt;/i&gt; (e, diga-se de passagem, já faz alguns anos), estes são duas das ferramentas necessárias à boa composição e ampla abertura dos horizontes musicais. Admitindo a importância da musicalidade como inquestionável, faço um comentário sobre técnica a fim de logo acabar com esse devaneio: digamos que técnica seja como comida, como defende toda cozinheira de mão cheia: “melhor sobrar do que faltar!”. Em outras palavras, acho difícil dizer qual a situação mais frustrante: uma &lt;i style=""&gt;virtuose&lt;/i&gt; musical sem a humanidade da arte, ou uma bela música que não pode ser tocada pela falta de técnica de seus idealizadores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Concordo com os impacientes, falávamos de &lt;i style=""&gt;Fragile&lt;/i&gt;... hum... &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt;?...ah sim sim!...ok, vamos às músicas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Roundabout&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; começa com uma solitária nota em &lt;i style=""&gt;fade in&lt;/i&gt;, culminando com um harmônico de violão, e uma &lt;i style=""&gt;intro&lt;/i&gt; sugerindo o envolvente ritmo flamengo. Segue-se então um envolvente e até dançante groove de &lt;i style=""&gt;Squire&lt;/i&gt;, acompanhado por &lt;i style=""&gt;Bruford&lt;/i&gt;. Boatos sugerem que &lt;i style=""&gt;Roundabout&lt;/i&gt;, com os inúmeros timbres de &lt;i style=""&gt;Wakeman&lt;/i&gt;, vocais agudos de &lt;i style=""&gt;Anderson&lt;/i&gt;, as linhas rítmicas &lt;i style=""&gt;jazzísticas&lt;/i&gt; de &lt;i style=""&gt;Bruford&lt;/i&gt;, o timbre agudo do baixo &lt;i style=""&gt;Rickenbacker&lt;/i&gt; de &lt;i style=""&gt;Squire&lt;/i&gt;, e o arsenal de instrumentos de corda de &lt;i style=""&gt;Howe&lt;/i&gt;, representa uma síntese do estilo que norteou o &lt;i style=""&gt;prog rock&lt;/i&gt; nos anos seguintes. Admito que figuro como “descobridor” recente do &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt;, mas não negaria meu apoio à essa tese. Afinal, não é a toa que &lt;i style=""&gt;Roundabout &lt;/i&gt;virou o hit do álbum, e hino para os fãs...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A segunda faixa talvez seja de fácil identificação para os aficionados por música erudita. &lt;b style=""&gt;Cans and Brahms&lt;/b&gt; nos mostra as viagens de &lt;i style=""&gt;Wakeman&lt;/i&gt;, seu piano elétrico e seu órgão, com base no terceiro movimento da &lt;i style=""&gt;Quarta Sinfonia em Mi menor&lt;/i&gt;, do erudito alemão &lt;i style=""&gt;Johannes Brahms&lt;/i&gt;. Trata-se de um comentário, digamos, de 1:42 minutos de duração, inaugurando as idéias pessoais contidas no disco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A seguir, temos &lt;b style=""&gt;We Have Heaven&lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;como contribuição pessoal de &lt;i style=""&gt;Anderson&lt;/i&gt; para o álbum. Com a estrutura baseada no trabalho vocal, esta animada canção muito me remete a crianças brincando de roda alegremente em um verdejante gramado. Imagino que tal imagem seja resultado do efeito entorpecente que um bom &lt;i style=""&gt;prog&lt;/i&gt; causa. Se assim o for, não tenho nada contra...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um fechar de porta finalizando a faixa anterior, o trotar de um cavalo, ventos gélidos anunciando a tormenta que se avizinha, raios e trovões!!!... Ok, ok, não cheguei a sentir frio com o som do vento, mas, ao menos, é o que sugere a introdução de &lt;b style=""&gt;South Side Of The Sky&lt;/b&gt;. A guitarra em primeiro plano, complementada pela dobradinha rítmica de &lt;i style=""&gt;Squire&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;Bruford&lt;/i&gt;, os comentários pertinentes de &lt;i style=""&gt;Howe &lt;/i&gt;aqui e acolá, as belíssimas passagens de &lt;i style=""&gt;Wakeman&lt;/i&gt; ao piano e o trabalho vocal de &lt;i style=""&gt;Anderson &lt;/i&gt;fazem da música uma aspirante a melhor de &lt;i style=""&gt;Fragile&lt;/i&gt;, ainda que a candidatura possa sofrer oposição dos defensores de &lt;i style=""&gt;Runabout&lt;/i&gt;. Saia justa meus caros leitores, situação difícil. Felizmente, estamos falando de &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt;. Nada mais justo e seguro que considerar vencedoras ambas as músicas beligerantes, afinal, a lenda diz que o confronto de clássicos resulta numa batalha de 1000 dias... desculpem-me caras...acho que o &lt;i style=""&gt;prog efect&lt;/i&gt; esta ficando mais forte...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Five Per Cent For Nothing&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; resulta de uma idéia de &lt;i style=""&gt;Bruford&lt;/i&gt;, e tem a repetitiva, ainda que intricada levada de batera em primeiro plano. Dura cerca de 35 segundos, e de certa forma introduz a faixa seguinte, &lt;b style=""&gt;Long Distance Runabout&lt;/b&gt;, que principia com uma levada um tanto quanto &lt;i style=""&gt;jazzística&lt;/i&gt; de &lt;i style=""&gt;Howe&lt;/i&gt;, seguida pelo criativo groove de praxe, desenvolvido por &lt;i style=""&gt;Squire &lt;/i&gt;e&lt;i style=""&gt; Bruford&lt;/i&gt;. Diria que os acordes em colcheia do piano, os comentários da guitarra, a caixa acentuando a 5ª colcheia na peculiar levada de bateria, e a bela melodia de &lt;i style=""&gt;Anderson&lt;/i&gt; fazem de &lt;i style=""&gt;Long Distance Runaround&lt;/i&gt; uma canção notável. A bela passagem de &lt;i style=""&gt;Howe&lt;/i&gt; no final da faixa é quase que imperceptivelmente emendada à música seguinte, &lt;b style=""&gt;The Fish (Schindleria Praematurus)&lt;/b&gt;. Esta aqui se trata da contribuição de &lt;i style=""&gt;Squire&lt;/i&gt;, sendo constituída de várias linhas de baixo, grandes doses de efeitos, bateria e alguns trabalhos vocais no último minuto da faixa, finalizando assim, o bloco de músicas emendadas.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com acordes de violão &lt;b style=""&gt;Mood For A Day,&lt;/b&gt; principia-se como mais uma música com intro “violonesca”. Contudo, atentando ao seu desenvolvimento, notamos que se trata da contribuição de &lt;i style=""&gt;Howe&lt;/i&gt; para as faixas individuais do disco. De rara beleza musical e interpretativa, &lt;i style=""&gt;Mood For A Day&lt;/i&gt; nos brinda com um dos momentos mais belos e até mesmo singelos de &lt;i style=""&gt;Fragile&lt;/i&gt;. Certamente a mais relevante das contribuições do &lt;i style=""&gt;indivíduo&lt;/i&gt; e prol do álbum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fechando o álbum de maneira não menos que áurea, &lt;b style=""&gt;Heart Of The Sunrise&lt;/b&gt; tem em sua &lt;i style=""&gt;intro&lt;/i&gt; a passagem mais pesada dentre as 9 músicas do disco. A dobradinha &lt;i style=""&gt;Squire/Bruford&lt;/i&gt; que se segue tem como fundo uma tensão crescente imprimida por &lt;i style=""&gt;Wakemam&lt;/i&gt; e ameaças da guitarra de &lt;i style=""&gt;Howe&lt;/i&gt;, desaguando novamente no pesado tema introdutório.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Linhas de guitarra e voz dão continuidade à faixa, acompanhadas posteriormente por bateria, baixo e acordes sugestivos de teclado. Destaque nesta passagem à capacidade interpretativa de &lt;i style=""&gt;Anderson&lt;/i&gt;&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;e &lt;i style=""&gt;Bruford&lt;/i&gt;. O desenvolvimento de um belo tema ditado por &lt;i style=""&gt;Wakeman&lt;/i&gt; posteriormente, a retomada das linhas de voz, dessa vez mais vigorosas, e novamente o motivo da &lt;i style=""&gt;intro&lt;/i&gt;, compõe os últimos minutos da faixa. Um abrir de portas nos lança novamente a temática de &lt;i style=""&gt;We Have Heaven &lt;/i&gt;que parece silenciar á distancia, com um &lt;i style=""&gt;fade out&lt;/i&gt;...Oh droga!...a brincadeira de roda terminou...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que faz de &lt;i style=""&gt;Fragile&lt;/i&gt; um álbum clássico? Seriam simplesmente as excelentes composições? Talvez o fato do &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt; estar na sua considerada melhor formação? Seria o ano de seu lançamento, que coincidiu com o auge do movimento progressivo e de um contagiante espírito &lt;i style=""&gt;prog&lt;/i&gt; que acometeu os membros do &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt; assim como do &lt;i style=""&gt;Jetrho Tull, Emerson Lake &amp;amp; Palmer&lt;/i&gt; entre outros? Quem sabe, a pura e simples experiência de ouvir o disco e deixar-nos levar já nos leve a essa conclusão... Ou por acaso seriam todos esses elementos, unidos, complementando-se, tornando-se cada vez mais coesos e partes de um todo que lançaria o &lt;i style=""&gt;Yes&lt;/i&gt; para o rol dos eternos? Certamente é mais fácil enumerar outras razões a dar uma resposta definitiva à questão. De qualquer forma, &lt;i style=""&gt;SIM&lt;/i&gt; (ou seria &lt;i style=""&gt;YES&lt;/i&gt;?... meu Deus...), ao ouvir &lt;i style=""&gt;Fragile&lt;/i&gt;, tenha certeza de que está diante de um clássico...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Resenha originalmente publicada no blog &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://fromheretoeternity.zip.net/arch2008-02-17_2008-02-23.html"&gt;From Here to Eternity&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;em fevereiro de 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-2706117536906095557?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/2706117536906095557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=2706117536906095557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/2706117536906095557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/2706117536906095557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2009/08/yes-fragile-1972.html' title='Yes . Fragile . 1972'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnnpCXgkeoI/AAAAAAAAACU/lDItEvJ-MXs/s72-c/Yes-Frag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-8031024565023511150</id><published>2009-08-04T00:34:00.000-03:00</published><updated>2010-05-30T13:25:12.837-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ancesttral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SWF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nuñez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Famous Unknown'/><title type='text'>Ancesttral . The Famous Unknown . 2007</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnevNj3NEII/AAAAAAAAAB8/XjrAYEXs6Ds/s1600-h/Ancesttral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnevNj3NEII/AAAAAAAAAB8/XjrAYEXs6Ds/s320/Ancesttral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365950128535179394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Meu primeiro contato com essa banda foi em meados de 2007 quando, ao abrir o jornal &lt;i style=""&gt;Comércio do Jahu&lt;/i&gt;, topei com um tema metálico logo na primeira página. Algo como “&lt;i style=""&gt;Guitarrista jauense lança CD de rock pesado&lt;/i&gt;”. O nome: &lt;b style=""&gt;Leonardo Brito&lt;/b&gt;, amigo de muitos da que considero a velha guarda do Heavy em Jaú. “Wowowowow........wow...” logo pensei enquanto fazia gestos aparentemente incompreensíveis às pessoas presentes na sala em que estava: “Heavy Metal na primeira página?!....hum....leia-mos, leia-mos...” concluí, com um discreto sorriso e menos discreto rubor na face, já ciente que a abstenção de tais gestos grotescos deixaria meus colegas de recinto mais à vontade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                         Tratava do álbum de estréia da banda paulistana de &lt;i style=""&gt;heavy/thrash &lt;/i&gt;(como o próprio site oficial a rotula) &lt;b style=""&gt;Ancesttral, The Famous Unknown&lt;/b&gt;, caso desconsideremos o &lt;i style=""&gt;EP&lt;/i&gt; &lt;em&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Helleluiah &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;(2005) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;em suas duas versões, tradicional e &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;web single&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;, e o &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;promo single&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;b style=""&gt;Lost In Myself &lt;/b&gt;(2006).&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;A banda é composta pelo já citado &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;Brito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt; nas guitarras&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="style23"&gt;&lt;b style=""&gt;Alexandre Grunheidt&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="style22"&gt; (guitarra e vocal)&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="style23"&gt;&lt;b style=""&gt;Renato Canonico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="style22"&gt; (baixo)&lt;/span&gt; e &lt;span class="style23"&gt;&lt;b style=""&gt;Billy Houster&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="style22"&gt; (bateria)&lt;/span&gt;&lt;span class="style20"&gt;. &lt;/span&gt;Não vou dizer que ignoraria a notícia sobre o lançamento de CD de mais uma banda nova caso a tivesse lido na internet, mas confesso que fiquei mais interessado em conhecer o &lt;i style=""&gt;Ancesttral&lt;/i&gt; graças ao desperto nacionalismo jauense - sim, o mesmo que une multidões em torno do monumento de adoração ao nosso &lt;i style=""&gt;Guaraná 15&lt;/i&gt;. Pois é, admito, sempre agradável saber que um jauense também contribui para o meio musical de além-município, mais ainda quando se trata do bom e velho Heavy. Bairrismos á parte, a primeira impressão que tive ao ouvir &lt;b style=""&gt;TFU&lt;/b&gt; foi a esperada de qualquer álbum de veia &lt;i style=""&gt;thrash&lt;/i&gt; que se preze: o bom e velho soco no pâncreas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não só de espancamento de glândulas vive o sentimento de quem ouve um bom h&lt;i style=""&gt;eavy/thrash&lt;/i&gt;...nesse ponto pretendo entrar, talvez, em um campo ainda inexplorado do significado da palavra “puto” ( adiantadas desculpas aos possíveis pioneiros no uso do significado em questão, por favor, não me processem!). Com esse uso espero humilde e singelamente que consiga transmitir, em parte ao menos, a minha mensagem acerca do que &lt;i style=""&gt;TFU&lt;/i&gt; pode causar. Aqui vai minha tentativa de explanação: imagine se toda a ação violenta causada por sentimentos ditos brutais, como ódio, a “putice” por assim dizer, pudesse ser convertida em coisas boas? Eis a metáfora: imagine a energia destrutiva de uma bomba atômica convertida em eletricidade, alimentos, cerveja, etc., enfim, usada para o bem da humanidade... Basicamente sustento a teoria de que os compositores de musicas pesadas e agressivas estão imbuídos dessa “putice” tratada acima, tendo como resultado uma (por que não?) benéfica bestialidade sonora. Dúvidas? Alguém?...bom...eu tentei...Vamos às músicas então!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com mensagem maquiavélica entoada por voz feminina, digna das “vozes internas” amplamente culpadas por crimes cometidos por serial killers, &lt;b style=""&gt;We Kill&lt;/b&gt; é introduzida por relativa calmaria, com acorde de guitarra e bateria percussiva, quebrada por porradas de um instrumental nervoso, desembocando num meio termo rítmico que norteia o restante da música. Peso, muito peso. Destaque para o empolgante refrão, que não poderia deixar de ser temática para toda sorte de rodas punk por aí. Nesse ponto do CD (sim, o começo), as características do que me permiti denominar “música de puto” começam a aflorar: a musica te envolve, sua expressão torna-se extremamente fechada, perguntas como “chupou limão?” tornam-se pertinentes ao atual estado facial do ouvinte, e a técnica de headbang tende a ser aplicada, sugerindo a aprovação do que se ouve....Dentro do universo do CD, consideraria o nível de “putice” de &lt;i style=""&gt;We Kill&lt;/i&gt; como ótimo...o que a justifica como música de abertura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Helleluiah&lt;/b&gt; começa também com vozes, entoando perceptivelmente uma oração. Em seguida, vem uma levada de guitarra sem distorção, acompanhada por bateria percussiva, levando-nos finalmente ao peso cadenciado que caracteriza a música. A cadência torna-se quase hipnótica no envolvente refrão. Certamente não discordaria se &lt;i style=""&gt;Helleluiah&lt;/i&gt; fosse considerada a melhor música do CD. “Música de puto?”, perguntará você. “Sim, com certeza, assim como todas no álbum”, assim o responderia, mas aqui vai um adendo: limitar-me-ei a denominar putas somente as musicas mais nervosas do CD a fim de dar-lhes seu merecido destaque, e tentar não deixar o termo tão enjoativo no decorrer dessa resenha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;The Famous Unknown&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, a faixa título, tem andamento médio e o peso característico do álbum. Apesar de ser bem tocada, com participação vocálica de &lt;b style=""&gt;Paul X&lt;/b&gt; (Monster), dói-me dizer que ela não tem muito a acrescentar a &lt;i style=""&gt;TFU&lt;/i&gt; além de seu interessante e antitético nome. Digo isso dada a pouca variabilidade temática do instrumental, começa do mesmo jeito que termina. Acredite, o &lt;i style=""&gt;Ancesttral&lt;/i&gt; tem destruição e conteúdo muito melhor a apresentar mais adiante...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E cá estamos, com mais mensagens perturbadoras iniciando músicas. Começo a temer criticar negativamente esses caras....meu Deus...E tome muito peso de guitas respaldado por levadas percussivas iniciando esta aqui. &lt;b style=""&gt;Demolition Man&lt;/b&gt; tem destaque nas linhas vocais, empolgantes desde o inicio, o que notabiliza a música no CD. Destaque também para &lt;b style=""&gt;Heros Trench&lt;/b&gt; (Korzus, que também mixou o álbum) nos solos, e &lt;b style=""&gt;Vítor Rodrigues&lt;/b&gt; (Torture Squad) nos backing vocals. Confundo-me com o “puto level” dessa aqui, acabando por classificá-la como razoável. Entenda-me: a empolgação transmitida por &lt;i style=""&gt;Demolition Man&lt;/i&gt; nos remeteria mais a amigos pulando ebriamente alegres, do que a uma benéfica bestialidade irada. Prefiro não arriscar, deixá-la-ei ao seu julgamento, caro leitor....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contrariamente à música anterior, &lt;b style=""&gt;Lost In Myself&lt;/b&gt; não deixa dúvidas: eu a coloco como definitivamente a música mais puta do CD, alcançando o nível de excelência “Maaaanúúúúú´?!?!?” (agradecimentos ao Mundo Canibal pela perfeita expressão). Essa bestialidade sonora aqui começa de modo típico em relação ao CD... sim... vozes, dessa vez ao menos mostrando-nos uma noticia sobre tensões militares... Para não me esquecer de destacar nada, abstenho-me ênfases. &lt;i style=""&gt;Lost In Myself&lt;/i&gt; começa já com um &lt;i style=""&gt;riff&lt;/i&gt; nervoso, determinado, como introdução, a um ritmo cadenciado pela bateria. Tensão crescente até estourarmos em levada rápida e veloz, prontamente acompanhada por um discurso raivoso do vocal, e metralhadoras entoadas pelas semicolcheias das levadas de dois bumbos. Destaque para &lt;span class="style20"&gt;&lt;b style=""&gt;Denis Grunheidt&lt;/b&gt; (Damage Inc.), nos solos. &lt;/span&gt;Acho que senti uma ponta de faca no meu pâncreas... espero que seja só impressão...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Endless Trip&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; é com certeza a música mais cadenciada e pesada do álbum. Apesar da pouca agitação física sugerida pelo seu ritmo lento, não me permitiria classificá-la como inferior à boa e velha “putice”. Isso se deve ao seu &lt;i style=""&gt;riff&lt;/i&gt; pesado, e principalmente, às linhas de vocais extremamente nervosas, por vezes angustiadas, e se viajarmos um tanto, passíveis de interpretação. Destaque para a participação nos vocais de &lt;span class="style20"&gt;&lt;b style=""&gt;Roger Lombardi&lt;/b&gt; (Sunset Midnight). &lt;/span&gt;Quanto ódio, que perturbação, quanta angústia...boa composição...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Put Me Trought&lt;/b&gt;, mantém também a linha cadenciada. Da pesada introdução até meados da música, segue sem grandes novidades, apesar de &lt;i style=""&gt;riffs&lt;/i&gt; de guitarra interessantes. Destaque para o solo no melhor estilo “levanta a bunda da cadeira seu merda”. Pois é senhores, confesso que estava prestes a fazer comentários aborrecidos desta aqui, até ouvir o ritmo veloz e nervoso do solo, este sim otimamente puto. Após a tormenta do solo, a música segue na relativa calmaria até o seu final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O título da música seguinte muito me remete a esse maravilhoso período de janeiro, férias de verão em nosso querido “patropí”. &lt;b style=""&gt;Hell Is My Home&lt;/b&gt; segue com o melhor da dobradinha cadência/peso, comandada por um poderoso groove de batera e baixo, com pertinentes doses cavalares de peso de guitarra conforme a evolução da música. Otimamente puta, ótima música.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Visual Mask &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tem sua introdução sugerindo outra música cadenciada no repertório. Pura pegadinha do malandro (Há!). Eis que o instrumental torna-se altamente agressivo e vigoroso, e assim continua até o final. Destaque para as demoníacas vociferações de &lt;i style=""&gt;Vítor Rodrigues&lt;/i&gt;. Aliás, recomendo-os a checarem o trabalho dele com o &lt;b style=""&gt;Torture&lt;/b&gt; &lt;b style=""&gt;Squad&lt;/b&gt;. Minha experiência com o rapaz aí ao vivo me permite classificá-lo como “altamente &lt;i style=""&gt;from hell&lt;/i&gt;”. Infelizmente tive que sair do show quando meus ouvidos começaram a sangrar...Vale a pena conferir!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Quanto à composição, boníssima, putíssima....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Feel My Hate&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; certamente fecha o CD com estilo. Esta começa impondo respeito com agressivo &lt;i style=""&gt;riff&lt;/i&gt;, seguindo pesada até o fim. Apesar de sua presença, não diria que “cadência” se encaixe perfeitamente a essa música, mas liga não... temos peso e ira nos vocais pra compensar. “&lt;i style=""&gt;Yeah man, feel his hate!&lt;/i&gt;”. Iradamente puta. Destaque para os &lt;i style=""&gt;backing vocals&lt;/i&gt; urrados de &lt;b style=""&gt;Marcelo Pompeu&lt;/b&gt; (Korzus, também produtor de &lt;i style=""&gt;TFU&lt;/i&gt;). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;The Famous Unknown,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; mostra claramente a síntese do &lt;i style=""&gt;thrash&lt;/i&gt; oitentista, e &lt;i style=""&gt;heavy &lt;/i&gt;noventista, que resultaram no que é o &lt;i style=""&gt;Ancesttral.&lt;/i&gt;&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;Ainda que não possa ser considerada&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;original, a banda nos brinda com algo que, se nos distrairmos demais, poderá nos ser negado: música bem feita e bem executada.&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt;Parabéns aos músicos, ótimo CD.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -0.6pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: -24.8pt; text-indent: 35.4pt; text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ancesttral&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.ancesttral.com/"&gt;www.ancesttral.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Resenha originalmente publicada no blog &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://fromheretoeternity.zip.net/arch2008-01-06_2008-01-12.html"&gt;From Here to Eternity&lt;/a&gt; em janeiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -24.8pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -24.8pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -24.8pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-8031024565023511150?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/8031024565023511150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=8031024565023511150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/8031024565023511150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/8031024565023511150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2009/08/ancesttral-famous-unknown-2007.html' title='Ancesttral . The Famous Unknown . 2007'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnevNj3NEII/AAAAAAAAAB8/XjrAYEXs6Ds/s72-c/Ancesttral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-4539857576972811632</id><published>2009-08-03T22:46:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T22:45:33.702-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Symphony X'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Set the World on Fire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paradise Lost'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio Nuñez'/><title type='text'>Symphony X . Paradise Lost . 2007 - A visão de um fã</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SneekgOFo1I/AAAAAAAAABs/AZeEYML4_Fo/s1600-h/SXParadiseLost.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SneekgOFo1I/AAAAAAAAABs/AZeEYML4_Fo/s320/SXParadiseLost.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365931830996738898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Penso que algumas bandas são tão boas que acabam adquirindo uma importância social, com forte influência na saúde pública, em função de suas atividades. Do estúdio aos palcos, a tensão dos fãs cresce na medida em que o intervalo entre uma obra e outra aumenta com o passar do tempo tornando-se necessária, portanto, sua constante atividade. Entre exemplos óbvios temos os shows dos britânicos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Iron Maiden&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;, ou em caso mais trágico, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pantera&lt;/span&gt;, cuja separação foi motivo suficiente para um débil mental matar seu guitarrista, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dimebag Darrel&lt;/span&gt;. Antes de ofuscar o brilho da banda “homenageada” nesta resenha com essa verborréia trágica, já adianto que assim como as bandas acima, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Symphony X&lt;/span&gt; (SX) também brincou com a saúde de seu público cativo. Como disse o próprio vocalista da banda, &lt;b style=""&gt;Russell Allen&lt;/b&gt;, em seu show no Brasil – memorável junho de 2007! - “&lt;i style=""&gt;Yeah, I know... not cool guys&lt;/i&gt;”. Sim, estou levando para o lado pessoal como fã incondicional da banda...  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Pois é, cinco anos se passaram desde o último CD, o fenomenal &lt;b style=""&gt;The Odyssey&lt;/b&gt; (TO), de 2002, que confirmava uma tendência evolucionista do &lt;b&gt;SX,&lt;/b&gt; inovando aqui e ali em sua sonoridade, sempre passando a limpo e reinventando seu estilo único, que se tornou ícone dentro do chamado “prog metal”. Com olhar atento podemos facilmente notar a escalada da banda desde seu primeiro trabalho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O nível é mantido elevado desde seus primeiros passos, e a evolução é palpável. Com &lt;b&gt;Paradise Lost&lt;/b&gt; (PL) não é diferente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Homônimo ao épico escrito pelo inglês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;John Milton&lt;/span&gt; lançado em 1667, &lt;b style=""&gt;PL&lt;/b&gt;, em linhas gerais, segue a tendência pesada do álbum de 2002. Há, contudo, ainda mais peso em relação aos álbuns anteriores, em cujo apoio nota-se facilmente uma nova timbragem dos intrumentos. De qualquer forma, confesso que achei assustador o que  ouvi nos últimos dias – uma dica: quem viu as fotos de Michael Romeo no estúdio em 2006 e notou sua perda de peso, o que em si já é uma surpresa, agora já pode teorizar sobre o rumo de toda aquela massa... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Os riffs de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Michael Romeo&lt;/span&gt; não são menos que matadores, altamente influenciados pelo &lt;i style=""&gt;thrash metal&lt;/i&gt;. Os solos mostram a ótima forma do guitarrista, e mais uma vez justificam seu lugar no alto escalão do instrumento. O som de batera deve ser o melhor de todos os álbuns: clara, pesada, com destaques para o som de caixa, bem mais orgânica em relação ao captado no &lt;b style=""&gt;TO&lt;/b&gt;, e o impressionante som dos &lt;i style=""&gt;chinas&lt;/i&gt; - para os amantes da bateria, notem os chinas na faixa de introdução. Os teclados, além dos sons tradicionais, vêm com orquestrações mais presentes. Estas preenchem as músicas com maestria, conferindo às faixas, junto com os belos corais, uma incontestável atmosfera épica e etérea. Liderando essa porrada toda, temos um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Russel Allen&lt;/span&gt; muito mais agressivo que o de costume, abusando dos drives e deixando de lado sua face lírica em grande parte do álbum. Em complexa discussão com meus camaradas, chegamos ao termo “ogro vociferante” para nos referirmos ao tio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Russell&lt;/span&gt;. Imagino que os agraciados que o viram em ação ao vivo concordem com o título. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;PL começa em grande estilo com a belíssima &lt;b&gt;Ocullus Ex Inferni&lt;/b&gt;, que em vários aspectos me lembrou as partes orquestradas da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;TO&lt;/span&gt; marcadas por tempos quebrados, acentuados pela bateria. Destaque para a orquestra e corais, belos e envolventes, que apenas aumentam a expectativa pelo que virá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Set the World On Fire (The Lie of Lies)&lt;/b&gt; vem em seguida com sua intro crescente em peso, culminante no assustador harmônico de Romeu, seguido de doses cavalares de peso da linha de batera magistral do pequeno gigante &lt;b style=""&gt;Jason Rullo&lt;/b&gt;. A música segue pesada até o cativante refrão, passando por solos virtuosos e belos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Romeo&lt;/span&gt; e &lt;b style=""&gt;Michael Pinella&lt;/b&gt;. Ótima música, mantendo o nível no rol de primeiras músicas do SX ao lado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inferno&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Of Sins and Shadows&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Domination&lt;/b&gt; se apresenta com uma intro no melhor estilo “soco no pâncreas”. Nesta aqui &lt;b style=""&gt;Michael Lepond&lt;/b&gt; se revela numa linha de baixo que lembra a de &lt;i style=""&gt;Sea Of Lies&lt;/i&gt;, seguida por porrada e mais porrada de guitarra e bateria, seguindo à risca a linha &lt;i style=""&gt;thrash&lt;/i&gt; de que já falamos. Prato cheio para rodinhas punks nos shows. Cadenciada e pesada do início ao fim, com direito a passagens hipnóticas e refrão facilmente memorizável. Ótima música. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Serpent´s Kiss&lt;/b&gt; a batera abre incisiva com uma frase no estilo &lt;i style=""&gt;In the Dragon´s Den&lt;/i&gt;, seguida por uma guitarra cortante. Nesta faixa, finalmente temos tempo para respirar. Não, a música não deixa de ser pesada, mas nela são alternados breves momentos de relativa calma a outros de extremo nervosismo. Destaque para a passagem orquestra/coral, que serve de base para a segunda parte do solo. Eu diria que trata-se de uma música venenosa se não corresse o risco de ser linchado pelo trocadilho infame.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A faixa título do álbum &lt;b&gt;Paradise Lost&lt;/b&gt; foi considerada uma das mais belas compostas pelo SX. Belas linhas de piano e violão em conjunto (estou certo? O que ouvi foi mesmo um violão?). Aqui &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Russel&lt;/span&gt; mata a saudade dos tempos líricos de sua voz. Bela, melódica e acessível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Eve Of Seduction&lt;/b&gt; é uma faixa particularmente interessante pela sua introdução. Suas linhas de guitarra podem causar certa estranheza naqueles que sempre consideravam o estilo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;SX&lt;/span&gt; imutável. Me pergunto se a banda dos três &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Michaels&lt;/span&gt; não apresenta com ela uma dica de possíveis caminhos a serem trilhados nos próximos CDs. Pouco menos pesada que as demais, flui com mais facilidade. Boa composição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Voltando ao peso imensurável e cadenciado temos a &lt;b&gt;The Walls of&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Babylon&lt;/b&gt;, segunda faixa mais longa do disco. Guitarra dilacerante, passagens velozes com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pedal duplo, atmosfera oriental. Independentemente do conceito desta musica, os corais me lembraram muito um grito de guerra no estilo do filme &lt;i style=""&gt;300&lt;/i&gt;. Destaque para as frases criativas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rullo&lt;/span&gt; durante os refrões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Aqui está uma das musicas que mais me chamou a atenção no CD. O começo segue o estilo de &lt;i style=""&gt;Damnation Game&lt;/i&gt;, e parte para uma musica veloz e incrivelmente pesada apesar disso&lt;b&gt;. Seven&lt;/b&gt; conta com performance avassaladora de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Romeo&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rullo &lt;/span&gt;e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Allen&lt;/span&gt; vociferando triunfal. Destaque para o que associei também á uma canção de guerra entoada por numeroso exército. No meio da música, guitarra e bateria compondo um poderoso groove acompanham o coral. Candidata ao top 10 do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;SX&lt;/span&gt; (lembremos do grande número de clássicos da banda de &lt;i style=""&gt;Jersey&lt;/i&gt;, a décima colocação já é ótima, convenhamos...).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;The Sacrifice&lt;/b&gt; resiste ao rótulo de balada, e mostra-se, como todo o resto do CD, bem pesada, cadenciada , ainda que um pouco mais melódica. Destaque para as passagens de união entre piano e instrumentos de corda (perdoe-me a ignorância, mas não diria que é bem um violão), e no final (aí sim, tenho certeza!) vemos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Michael Romeo&lt;/span&gt; no violão para finalizar, algo lento e belo, com pequenos deslizes de virtuose ao estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yamandú Costa&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Revelation (Divus Pennae Ex Tragoedia), &lt;/b&gt;a mais longa do CD, a segunda em que são mais evidentes as linhas diversas dos padrões da banda. Desta vez temos a presença de guitarras em terça, o que me lembrou muito algo do&lt;i style=""&gt; power&lt;/i&gt; ou melódico, que usam e abusam desse recurso. Outro traço destacável e fora do padrão é o refrão pitorescamente ritmado (seria uma valsa do demo?). &lt;i style=""&gt;Revelation&lt;/i&gt; brinda-nos com uma coletânea de todos os fatores que fizeram do SX a banda que é hoje. O emocionante final da faixa retoma o belo tema de &lt;i style=""&gt;Ocullus Ex Inferni&lt;/i&gt;, e, para a surpresa de muitos, remete-nos a um breve momento nostalgia com uma bela passagem de &lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Divine Wings Of Tragedy&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; (sim, agora o termo em latim que nomeia a música faz sentido!), adornada por vozes angelicais ao fundo. Mostra a primazia da banda em músicas longas, que fazem 10 minutos parecerem apenas 3. Bela, pesada, melódica, nostálgica, fecha o CD com chave de ouro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Os cinco anos de espera valeram a pena. O &lt;i style=""&gt;Symphony X&lt;/i&gt; mais uma vez mostrou sua genialidade aliando peso, velocidade, virtuosismo, técnica, musicalidade, melodia entre inumeráveis fatores que, ao ouvirmos numa música pela primeira vez, nos fazem pular de susto, nos emocionar quem sabe, muitas vezes gritar para o nada “que porra é essa?!?!” enquanto socamos o objeto mais próximo (mantenha as crianças &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e bichinhos de estimação afastados), e manter o entusiasmo nas outras &lt;i style=""&gt;n &lt;/i&gt;vezes em que as colocamos para tocar. CD sensacional.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Symphony X&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.symphonyx.com/"&gt;www.symphonyx.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Resenha originalmente publicada no blog &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://fromheretoeternity.zip.net/arch2007-09-23_2007-09-29.html"&gt;From Here to Eternity&lt;/a&gt; em setembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-4539857576972811632?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/4539857576972811632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=4539857576972811632&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/4539857576972811632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/4539857576972811632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2009/08/symphony-x-paradise-lost-2007-visao-de_03.html' title='Symphony X . Paradise Lost . 2007 - A visão de um fã'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SneekgOFo1I/AAAAAAAAABs/AZeEYML4_Fo/s72-c/SXParadiseLost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2860447305989514644.post-8433450309391811420</id><published>2009-08-03T22:40:00.000-03:00</published><updated>2009-08-04T11:11:47.926-03:00</updated><title type='text'>Broadcasting yourself: não tem por que não fazermos algo a respeito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnhBeqZYagI/AAAAAAAAACM/jaLXYcHc6bw/s1600-h/mass%2Bmedia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnhBeqZYagI/AAAAAAAAACM/jaLXYcHc6bw/s320/mass%2Bmedia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366110951044573698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Fala moçada! Muito prazer, aqui quem vos escreve é &lt;b style=""&gt;Otávio Nuñez&lt;/b&gt;. Acho desnecessárias apresentações no estilo RG porque imagino que constam no meu perfil ao lado, mas acredito que esboçar aqui algumas idéias sobre o blog &lt;b style=""&gt;Set the World on Fire &lt;/b&gt;(&lt;i style=""&gt;SWF&lt;/i&gt;) será uma forma mais interessante de introdução, tanto da obra quanto do autor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;Leio desde pequeno, o que talvez tenha se revelado compulsivo às vezes. Não, não sou desses que varam madrugadas devorando livros um atrás do outro, preenchendo prateleiras em poucas semanas, tornando-me, conseqüentemente, figura bem quista entre aqueles que fazem da feitura de móveis sua profissão. Confesso, porém, que sofro de gula literária ainda que não tão, hum... voraz, digamos. Contudo essa fome de livros por enquanto não passa de uma biblioteca imaginária com uma plaquinha de “&lt;i style=""&gt;coisas que eu já devia ter lido&lt;/i&gt;”. Ainda assim, por vezes deparo-me com observações jocosas de amigos apresentando minhas manias literárias ao vivo enquanto flagram-me lendo um cardápio de lanchonete mesmo após ter feito o pedido, a despeito da mesa cheia de colegas. Isso - ainda bem - não é tão grave a ponto de implorar ao garçom que não retire o &lt;i style=""&gt;menu&lt;/i&gt; até que termine pelo menos a seção de cervejas, ao menos por hora... De qualquer forma, há algum tempo comecei a escrever resenhas de CDs motivado pelo blog de um camarada meu (&lt;a href="http://www.blogger.com/www.fromheretoeternity.zip.net"&gt;www.fromheretoeternity.zip.net&lt;/a&gt; muito legal!) e por &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;interessantes aulas de redação no cursinho, além do fato de que a simples leitura possa agir como criadouro de idéias, algumas para o bem, outras para o lixo... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;Provavelmente não farei de meus comentários, muitas vezes herméticos demais para serem julgados sãos, um meio de vida - ainda mais se tratando de resenhas, crônicas, diários ou o que mais me ocorrer - mas não é mesmo essa a idéia. A proposta é a discussão, a busca pela pertinência de comentários, quem sabe um pedantismo e prolixidade sarcasticamente edificados &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;(ou não), enquanto digito minhas impressões sobre uma obra de que provavelmente gostei. “Provavelmente gostei”, está aí a confissão da falta de imparcialidade, pessoalidade, sendo esta, por que não, um campo interessantemente fértil de discussões. Afinal, tal qual numa sagrada mesa de bar, não é assim que fomentamos conversas acaloradas, sarcásticas, animadas, tolas ­- entre outros adjetivos desejáveis - com os amigos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;Assim, com o incentivo da midiatização gratuita da internet - temos de aproveitar mesmo! -, resolvi criar o blog sob a razão social &lt;i style=""&gt;Set the World on Fire&lt;/i&gt; tendo como objeto social ou ainda o “intento fantasia” de expressar minhas idéias, levar a sério o lema do “&lt;i style=""&gt;Broadcast yourself&lt;/i&gt;”, slogan do &lt;i style=""&gt;You Tube&lt;/i&gt;, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e poder, quiçá, contar com posts bacanas de amigos e partes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;interessadas. “Objeto social”? Sim! Imagino que apesar de não ter mentido acima, ajo como uma empresa que expõe sua “missão”, seus ideais a fim de enobrecer sua existência vinculada de fato à inadmitida fome de lucro. Em vista disso admito: a real idéia do &lt;i style=""&gt;SWF&lt;/i&gt; está, obviamente não no lucro, mas na economia com psicólogos. Não sei até que ponto a vida acadêmica comunicativa me influencia nisso, ou se trata simplesmente da mera humanidade (essa deve pesar mais), mas escrever, e por extensão me comunicar, é quase imperativo, uma terapia assim como o é tocar bateria, ouvir música, praticar esportes, ler, rir dos outros e de mim mesmo, curtir com os amigos e a família dentre todas as coisas oferecidas pela vida, pelos milênios de civilização, para vivermos melhor. Sim, originalmente, o &lt;i style=""&gt;SWF&lt;/i&gt; é um outro modo de me sentir bem e ainda vejo nobreza nessa idéia, assim como a vejo em outros blogs e trabalhos de amigos e colegas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;Sem mais delongas, seja bem-vindo para ler, comentar, rir, abominar, concordar, discordar e o que mais a web nos permite com nossas projeções digitais! Muito obrigado pela visita, divirta-se e um abraço!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;Otávio Nuñez&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2860447305989514644-8433450309391811420?l=setwolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setwolf.blogspot.com/feeds/8433450309391811420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2860447305989514644&amp;postID=8433450309391811420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/8433450309391811420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2860447305989514644/posts/default/8433450309391811420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setwolf.blogspot.com/2009/08/broadcasting-yourself-nao-tem-por-que_03.html' title='Broadcasting yourself: não tem por que não fazermos algo a respeito'/><author><name>Otávio Nuñez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08258319850833522169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/Sjqd-sSEgGI/AAAAAAAAABI/vbvmT1I_GQM/S220/ATgAAABPT10h5Epebu0mtLwiJlFAga036WU__TJq6swSq-X-e2iYmda9WOrde5oe_eoTSWYvr3VTrybCWyc10q1sHtvOAJtU9VCjtqCkdKZKZujNiAWQD-qlxeqPiw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WscXFsadXuk/SnhBeqZYagI/AAAAAAAAACM/jaLXYcHc6bw/s72-c/mass%2Bmedia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
